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Mostrando postagens com o rótulo racismo

Mulheres da Fuvest: Conceição Evaristo. Canção Para Ninar Menino Grande ( Portal do Enem)

Resumo do livro: Lançado em 2018, o livro mergulha nas experiências da população negra e aborda questões como racismo, machismo, amor e os desafios enfrentados pelo protagonista, Fio Jasmim, e pelas mulheres que também desempenham papéis centrais na história. A obra nos apresenta a jornada de autodescoberta de Fio Jasmim, marcada por suas relações amorosas e os conflitos pessoais, enquanto ele lida com questões sociais e culturais que refletem a realidade de muitos brasileiros. Ao longo do livro, somos convidados a refletir sobre as dificuldades e os desafios que ainda afetam a vida de grande parte da sociedade brasileira, especialmente dos negros e das mulheres. No livro “Canção para Ninar Menino Grande”, conhecemos Fio Jasmim, um homem negro, bonito e sedutor, mas marcado por traumas do passado. Quando era criança, ele viveu uma experiência dolorosa que o afetou profundamente: na escola, durante a escolha para o papel de príncipe em uma peça de teatro, Fio Jasmim foi rejeitado. Em se...

Sobre o livro: A Falência, Júlia Lopes de Almeida

Júlia Lopes de Almeida foi uma escritora brasileira de grande atuação, desde os primeiros anos da República até a sua morte, em 1934. Publicado pela primeira vez em 1901,  A falência  foi um grande sucesso de estreia. Sendo bem recebido pela crítica, teve uma segunda publicação no mesmo ano, algo que só foi alcançado naquela década por escritores como Euclides da Cunha ( Os sertões) , Afrânio Peixoto ( A esfinge)  e Graça Aranha ( Canaã).  Lamentavelmente, desde então, a obra caiu no esquecimento, tendo sido trazida de volta pelo Vestibular da Unicamp, que a incluiu em sua lista de leituras obrigatórias.  No romance , Júlia Lopes de Almeida constrói um retrato da sociedade carioca do período, que se sobressai dentre suas demais obras ao evidenciar questões econômicas e morais (como o feminismo e o racismo). A narrativa se passa durante a República Velha, descrevendo as ações e os hábitos da família de Francisco Teodoro, um comerciante português que imigrou para ...

O Enterro de Maria do Cricaré, Antonio Neto

A notícia da morte de Maria do Cricaré se espalhou como fogo no mato seco por toda a São Mateus . Quem não lhe devia um favor, uma bênção, o socorro na hora do parto, uma garrafada ou mesmo sua intervenção direta perante as autoridades? Fosse pobre ou fosse rico, todo cidadão ou cidadã mateense sabia quem era Maria do Cricaré e sabia respeitar a sua presença. Embora fosse muito pobre, parecia ser uma rainha africana. A majestade estava nos seus gestos, na sua voz e nas palavras que saíam da sua boca. Mesmo as famílias mais racistas da elite mateense tratavam aquela mulher singular com o devido respeito.  Agora, com a notícia de sua morte, a cidade estava paralisada. Parecia que o sol interrompera o seu trajeto no céu e que o vento já não soprava. E, temendo que o banzo tomasse conta da população, as autoridades procuraram apressar o enterro da anciã. Procuraram saber da família. Estavam todos espalhados pelo sul da Bahia, norte de Minas e pelos arredores de Vitória. Em São Mateus s...

O Comedor de Criancinhas, Francisco Bosco

     Michael Jackson é o primeiro transracial da história. É claro que houve, antes dele, negros modificando a aparência a fim de tornarem-se brancos. Houve, há e haverá, enquanto existir um sistema cultural que acredite em raças e postule a superioridade de uma raça em relação às outras. Antes do avanço das técnicas cirúrgicas e cosméticas, as modificações eram contudo menos drásticas, pelo menos do ponto de vista dos resultados: passava-se a ferro o cabelo, para alisá-lo, cobria-se o rosto de pó-de-arroz, clareavam-se os pêlos. Para ficarmos no mundo do showbiz norte-americano, Little Richard, na década de 1950, passava pó-de-arroz, desenhava as sobrancelhas e usava batom. Pouco antes de Michael, sua madrinha de carreira  artística - e depois desafeto - , Diana Ross, valendo-se já dos avanços na medicina estética, fez plástica para afinar o nariz. Hoje assistimos, sem qualquer assombro, negras louras como Mariah Carey ou Beyoncé Knowles: louras de cabelo liso ...

Recomendo o Blog: Como Conversar Com Seres Humanos

 A jornalista Suzana Valença, tem um blog bem legal.  Em Como Conversar Com Seres Humanos , ela fala de Cancelamento ,   Luta contra o racismo ,    Empatia , Ser ouvinte...  Coisinhas de nosso dia a dia sobre as quais poderíamos pensar melhor.

Isto Não é Um Poema, Arnaldo Antunes

Nayyirah Waheed: A Americana do Momento no Instagram (1)

     Nayyirah, é uma jovem e reclusa americana que escreve boas poesias e é muito conhecida no Instagram.  Nayyirah Waheed fala muito e bem do que todos nós devemos ouvir: racismo, autoestima, feminismo.      Como acabei de me encantar por ela, vou dedicar algumas segundas-feiras poéticas a Nayyirah Waheed. Nota: A escritora tem dois livros: Salt e Nejma, ambos sem edição em português.  Fonte: Jornal Nexo.

Inversão de Racismo, Rogaciano Leite

Amor não é racista..." — Ela dizia, Quando em beijos ardentes me abrasava. Ao seu peito, nervosa, me apertava, Ao meu peito, nervoso, eu lhe prendia. Era noite na praia. Ninguém via Aquele par que se beijando estava... Nos braços do cristão — ela sonhava! E eu sonhava — nos braços da judia! No templo azul daquela noite calma Eu lhe dei uma Pátria, na minh'alma, E ela deu-me, em su'alma, a Canaã... Desde então o racismo se inverteu: — Vivo pensando que fiquei judeu, E ela jurando que ficou cristã! Santos, 16/08/1950. Sobre Rogaciano Leite leia aqui. Imagem: Arte  Origami

Poema Inaugural, Maya Angelou

A Rocha, o Rio, a Árvore, Maya Angelou -  Anfitriões de espécies há muito extintas, Marcaram o mastodonte. O dinossauro, que deixou provas secas De sua estada aqui, No chão de nosso planeta. Qualquer alarme claro de sua condenação apressada Está perdido nas trevas da poeira e das eras. Mas hoje, a Rocha clama a nós, com clareza e vigor -Venham, coloquem-se sobre Minhas costas e contemplem seu distante destino E não procurem abrigo em minha sombra. Não lhes darei mais esconderijo aqui Vocês, criados um pouco abaixo Dos anjos, arrastaram-se longo tempo Na escuridão sombria, Permaneceram por longo tempo Com a face na ignorância Suas bocas derramaram palavras Feitas para o massacre A Rocha clama hoje, - podem colocar-se em mim, Mas não escondam o rosto Através da muralha do mundo, o Rio entoa uma bela canção, -Venham descansar à minha margem. Cada pessoa é um país com fronteiras, Delicado e orgulhoso, Ainda as...

Sim. Eu vejo novela - Regina Porto

I magem do Google       Não são todas, não é sempre,   mas assisto sim.         Enquanto aguardo   saber se    meu   ato resulta em um (novela) ou dois (novela da Globo) crimes, falo um pouco de Lado a Lado.      É  bom ver que,   mesmo seguindo alguns clichês, a novela distanciou-se do negro/branco idealizado das novelas anteriores com a mesma temática.     Os autores foram realistas dando inveja desmedida, oportunismo, falsidade e irresponsabilidade   a Berenice e seu companheiro Caniço. Personagens   muitíssimo bem interpretados por Sheron Menezzes( linda!) e Marcello Melo Jr.     O casal negro citado   é tão ruinzinho quanto   o que mora   no palacete, tem mais poder e é interpretado por Patrícia Pilar (a baronesa) e Wemer   Schünemann (o senador).          O sofrimento do Sr.Afonso (Milton Gonçalves),...

Mais censura ....Monteiro Lobato na berlinda.

Monteiro Lobato (1882-1948) tem seus livros usados nas escolas há muitas décadas. A obra completa, alguns livros e ou alguns personagens de uma forma ou de outra sempre estiveram nas escolas públicas ou particulares do país. Agora, o livro As Caçadas de Pedrinho , escrito em 1933 pode ser proibido porque o Conselho Nacional de Educação, órgão do  MEC, acolheu acusação de racismo contra ele.  Vamos começar do começo:   O Sr. Antonio Gomes da Costa Neto, servidor da Secretaria de Educação do Distrito Federal  fez  denúncia à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial afirmando que o livro Caçadas de Pedrinho tem passagens que incitam o preconceito contra os negros. As passagens a que o Sr. Antônio Neto se refere são: descrição da cena em que Tia Nastácia, personagem negra, sobe numa árvore “que nem uma macaca de carvão"  a segunda passagem é: Emília, a boneca, adverte para a gravidade de uma guerra das onças contra o Sítio do ...