Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo colégio

Nascido em 23 de Março: Moacyr Scliar.

         A Festinha do Colégio           Se você é pai, você sabe: você pode faltar à festa de aniversário de seu chefe, você pode faltar  ao encontro com o sujeito que ia lhe arranjar um emprego milionário, você pode até faltar a uma audiência com o governador, mas você  não pode faltar à festinha de fim de ano da escola de seu filho. É uma expectativa que começa, aliás, muito antes  da data da festa. Eu diria que já no primeiro dia de aula as professoras começam a programar a apresentação. E aí você começa a receber cartinhas, com as coisas que você precisa comprar para a fantasia do herói: setenta metros de veludo cotelê, noventa metros de fita, dois quilos de pedras preciosas... Mas você compra, porque afinal é o seu garoto que vai se apresentar . Aí você é convocado para saber do que se trata: é uma peça infantil que foi bolada por uma das professoras. Chama-se A Festa do Pedrinho, ou algo no estilo...

Parrrede!!, Manoel de Barros

Só recentemente conheci Manoel de Barros , mais exatamente o livro Memórias Inventadas -As Infâncias de Manoel de Barros. Me deparei com um livro sensacional: conteúdo e continente. Capa dura, ilustrações primorosas feitas por sua filha Martha Barros  e os textos muito bons. O autor tem um estilo muito original de falar de coisas cotidianas. Poético, engraçado, surpreendente. Q uando eu estudava no colégio, interno, Eu fazia pecado solitário. Um padre me pegou fazendo. - Corumbá, no parrrede!

Reunião de Mães, Carlos Heitor Cony

      A  Menina traz o  bilhete do  colégio: reunião das mães na quinta-feira. Assunto: tratar da primeira comunhão da turma B-74. As circunstâncias da vida - ou, segundo o poeta Drummond, os balanças da vida - haviam-no reduzido a um  estado  híbrido: pai e mãe ao mesmo  tempo.      Não há de ser nada, pensou  ele, já houve tempo pior, quando  a garota precisava ir ao  banheiro do  cinema e ele não podia levá-la ao  reservado dos homens, e, em  compensação, não podia entrar no  sagrado átrio das mulheres. O  jeito  era levar a guria até a porta e recomendá-la a alguma ocupante potencial  e responsável.      Esse tempo passara, felizmente, e a garota agora sabia se virar sozinha nessas e outras encruzilhadas, mas aí estava o  inesperado: a primeira comunhão. O consentimento já fora dado, por escrito, mas isso não  basta...