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Mostrando postagens com o rótulo Renato Teixeira

Poesias da M.P.B: A Lista, Renato Teixeira e Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais via há dez anos atrás Quantos você ainda vê todo dia Quantos você já não encontra mais Faça uma lista dos sonhos que tinha Quantos você desistiu de sonhar! Quantos amores jurados pra sempre Quantos você conseguiu preservar Onde você ainda se reconhece Na foto passada ou no espelho de agora Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora Quantos mistérios que você sondava Quantos você conseguiu entender Quantos segredos que você guardava Hoje são bobos ninguém quer saber Quantas mentiras você condenava Quantas você teve que cometer Quantos defeitos sanados com o tempo Eram o melhor que havia em você Quantas canções que você não cantava Hoje assovia pra sobreviver Quantas pessoas que você amava Hoje acredita que amam você Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais via há dez anos atrás Quantos você ainda vê todo dia Quantos você já não encontra mais Quantos segredos que você guardava Hoje são bobos ninguém quer sab...

Álbum de Família, Renato Teixeira

Álbum de família Vejo a vida e me espant o                                         Pois não compreendo Por que ela correu tanto Na manhã da vida De alma ensolarada Tudo era um querer De querer tudo E sem querer não querer nada Triste do retrato Que saudoso rememora Minha ingênua farda De soldado da escola Hoje já não tem Aquele mesmo resplendor Pois passou o tempo E ele também perdeu a cor A doce lembrança Que me invade sem receio Ouço a gritaria Da hora do recreio As meninas anjos A trocar as suas prendas Um beijo no Zé Gordo Entretido com a merenda Ana sabe tudo Era minha namorada E eu por minha vez Era perito em saber nada Dura tabuada Com seu conto em cada enredo Nela eu aprendi Como se faz corda nos dedos Nove vezes novembro Quase que me bota oco E hoje o resultado Deus no céu vale tão pouco Nada mais existe Do menino aprendiz Que levou a sério O que todo mundo diz Desb...

Romaria, Renato Teixeira

É de sonho e de pó O destino de um só Feito eu perdido em pensamentos Sobre o meu cavalo É de laço e de nó De algibeira ou jiló Dessa vida cumprida a sol Sou caipira Pirapora nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura E funda o trem da minha vida Sou caipira Pirapora nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura E funda o trem da minha vida O meu pai foi peão Minha mãe, solidão Meus irmãos perderam-se na vida A custa de aventuras Descasei, joguei Investi, desisti Se há sorte eu não sei, nunca vi Sou caipira Pirapora nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura E funda o trem da minha vida Sou caipira Pirapora nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura E funda o trem da minha vida Me disseram, porém, Que eu viesse aqui  Pra pedir de romaria prece, paz nos desaventos como eu não sei rezar Só queria mostrar, meu olhar Meu olhar, meu olhar. Sou caipira, Pirapora...

Crônica cantada: Elis Regina: Romaria, de Renato Teixeira

Romaria Renato Teixeira É de sonho e de pó O destino de um só Feito eu perdido Em pensamentos Sobre o meu cavalo É de laço e de nó De jibeira o jiló Dessa vida Cumprida a só Sou caipira, pirapora Nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida O meu pai foi peão Minha mãe solidão Meus irmãos Perderam-se na vida À custa de aventuras Descasei, joguei Investi, desisti Se há sorte Eu não sei, nunca vi Sou caipira, Pirapora Nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida Me disseram, porém Que eu viesse aqui Prá pedir de Romaria e prece Paz nos desaventos Como eu não sei rezar Só queria mostrar Meu olhar, meu olhar Meu olhar Sou caipira, pirapora Nossa Senhora de Aparecida Ilumina a mina escura e funda O trem da minha vida * * * Imagem: Caipira picando fumo, 1893 Almeida Júnior Óleo sobre tela - Pinacoteca de São Paulo * * * Veja amanhã: O Poço da Panela, de Olegário Mariano - poesia co...