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Mostrando postagens com o rótulo felicidade

Espécie de Felicidade, conto de Maria Julieta Drummond de Andrade

Ao chegar em casa para o almoço, encontrei um recado singular: uma leitora brasileira telefonara, de passagem por aqui, pedindo que eu mandasse tirar um gato de uma árvore, na Rua Honduras, em frente ao número 3805. Pensei tratar-se de uma confusão da empregada nova, que não entendera a mensagem, ou de um trote. Se fosse verdade, bem que daria uma crônica... À noite, de volta do trabalho, outro telefonema: era Neide, da Tijuca, que viera visitar um amigo argentino e regressava na madrugada seguinte para o Rio. Notara, há três dias, a presença de um gato na cima da árvore plantada diante da casa em que se hospedava, e não sabia como ajudá-lo, pois o bichinho, que miava desconsoladamente, parecia temeroso de pular. Acudira a um veterinário do bairro, que a aconselhou a chamar os bombeiros, estes a encaminharam à Sociedade Protetora dos Animais, cujo telefone não atendia. Aí lembrara-se de mim e das crônicas em que costumo proclamar meu encantamento pelos felinos; estivera até n...

Valsinha, Chico Buarque

Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida Tanto quanto era seu jeito de sempre falar E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto convidou-a pra rodar Então, ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado de tanto esperar Depois o dois deram-se os braços Como há muito tempo não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça e começaram a se abraçar E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos como não se ouvia mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz Fonte: LyricFind Compositores: Francisco Buarque de Hollanda / Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes Álbum: Construção Ano 1971. Ouça aqui Resultados da Web

Vamos Pensar? (12)

 

Felicidade No Ar, Moraes Moreira

Album:   Estados Gravadora:   Virgin Brazil Ano:   2006 Faixa:  2 - ouça aqui Desde o primeiro olhar Um forte elo entre nós Felicidade no ar Sereno, orvalho, garoa Sol da manhã notícia boa Sol da manhã notícia boa (2x) Brilha linda estrela, viva flor Seguir eu vou, seguir seu rastro Muito além está o nosso amor Além dos mapas, além dos astro La la la rarara Sempre vivi girassois,   La la la rarara Por que somos nós Somos encontro marcado As duas bandas da fruta Somos o amor sonhado O clarear da gruta Somos encontro marcado As duas bandas da fruta Somos o amor sonhado O clarear, o clarear O clarear da gruta

Felicidade, sim. Antonio Prata

           Vivi por trinta e quatro anos sob o jugo de chuveiro elétrico. Ah, lastimável invento! Já gastei mais de uma crônica amaldiçoando seus fabricantes; homens maus, que ganham a vida propagando a falácia de temperatura com pressão, quando bem sabemos que, na gelida realidade dos azulejos, ou a água sai abundante e fria ou é um fiozinho minguado e escaldante sob o qual nos envolhemos, o cucuruto  no Saara e os pés na Patagônia, sonhando com o dia em que, libertos das inúteis correntes ( de elétrons), alcançaremos a terra prometida do aquecimento central.      Reclamo de barriga cheia? Sem dúvida. Há problemas bem mais sérios neste mundo, mas sejamos honestos: a morte do vizinho não anula minha dor de dente - e um banho ruim é dez vezes mais triste que uma dor de dente.  Afinal, um molar, quando para de doer, não é capaz por si só de nos dar alegria. Já o banho, quando é bom... Que contentamento uterino é ter a pele envo...

Na Área, Armando Nogueira

Clarice Lispector: Há uma semana, não encontro no Rio uma pessoa amiga que não me pergunte: “Então, quando é que você vai aceitar o desafio da Clarice Lispector”? (Permita, leitor, explicar que eu tinha pedido, daqui, uma crônica de Clarice Lispector sobre futebol. Ela escreveu, escreveu uma crônica admirável; mas, num impulso de terna vingança, Clarice me multou: desafiou-me a perder o pudor e escrever sobre a vida). Agora, os cobradores de Clarice estão à minha porta, carinhosamente, exigindo a resposta, mas com uma impaciência que me angustia como a véspera de um grande jogo. Que dizer de um jogo que ainda não terminou? E mesmo quando termine, Clarice, o  match  de minha vida não justificará sequer resenha: é match-treino, sem placar, sem juiz, nem multidão. Por tudo! Que está bom assim, embora melhor se fosse uma pelada – mil meninos jogando a minha vida, alheios ao vento que às vezes persegue tanto o time da gente. Jamais seria ...

Dia das Crianças

                             Ontem, aqui na casa de meu filho, os adultos abobalhados por um filho e neto fofo de 5 meses comemoraram o dia das crianças com a versão gastronômica e brasileiríssima de felicidade, ou seja: comendo brigadeiro. Tenho tido dias felizes porque me deixo ficar por longos momentos olhando pro Theo, me deixando encantar com dedinhos, sorrisos, mordida no rosto, puxões de cabelos, gritinhos essas coisas que crianças fazem propositalmente com o intuito de paralisar qualquer adulto. Conseguem. Não bastasse ter passado horas brincando e falando com o netinho fofo, ele hoje novamente dormiu no meu colo e eu aproveitei pra não por no carrinho nem no berço. Ficou comigo até acordar e me olhar seriamente...  Depois disso tudo ainda encontro no meu facebook, homenagem de uma doce amiga do Ceará.  Janete, conforme prometera, fez o Pé de Livros do Theo.  Lá no Ecopoint em Fortaleza. ...

Poderoso Theo, meu neto

       Por alguns dias, deixei o blog de mão.      Qual razão eu teria pra ficar buscando poema, conto, crônica ou notícias postáveis se meu primeiro neto ia nascer?     Seria parto natural, sem data marcada, portanto. Fui para São Paulo, levando lençóis de berço, de carrinho e cueiros. Ah, queijo de coalho e sombrinha de frevo também. Tá  certo, em embalagens separadas,tudo despachado.       Bagagem de mão: Trident  para mascar evitando dor de ouvido no pouso, muita apreensão e o notebook. Viagem  zen quando os pensamentos voam junto e eu estava repetindo, noutra posição, uma história feliz.      Sobrevoando o mar, conjecturei como seria aquele bebê. Misturei, em mais de uma alternativa,  traços do pai e da mãe lembrando ter feito o mesmo com meu filho sem nenhum acerto. Meu devaneio encurtou o tempo do voo.      Encontrei Theo naquele barri...

Crônica cantada: Rosas, Ana Carolina

Rosas Ana Carolina Você pode me ver Do jeito que quiser Eu não vou fazer esforço Pra te contrariar De tantas mil maneiras Que eu posso ser Estou certa que uma delas Vai te agradar... (2x) Porque eu sou feita pro amor Da cabeça aos pés E não faço outra coisa Do que me doar Se causei alguma dor Não foi por querer Nunca tive a intenção De te machucar... Porque eu gosto é de rosas E rosas e rosas Acompanhadas de um bilhete Me deixam nervosa... Toda mulher gosta de rosas E rosas e rosas Muitas vezes são vermelhas Mas sempre são rosas... Se teu santo por acaso Não bater com o meu Eu retomo o meu caminho E nada a declarar Meia culpa, cada um Que vá cuidar do seu Se for só um arranhão Eu não vou nem soprar... Porque eu sou feita pro amor Da cabeça aos pés E não faço outra coisa Do que me doar Se causei alguma dor Não foi por querer Nunca tive a intenção De te machucar Porque eu gosto é de rosas E rosas e ...

Querido Theo (postagem excepcional)

                                              "Um bebê muito amado e querido por todos vem para  bagunçar!                                          THEO   está chegando".  (Seu pai)                                          Olhem, a calcinha bunda rica, vai ficar pra depois!!!! (Sua mãe)           ...