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Mostrando postagens com o rótulo Ferreira Gullar

Ano Novo, poema de Ferreira Gullar

Meia noite. Fim de um ano, início de outro. Olho o céu: nenhum indício. Olho o céu: o abismo vence o olhar. O mesmo espantoso silêncio da Via-Láctea feito um ectoplasma sobre a minha cabeça: nada ali indica que um ano novo começa. E não começa nem no céu nem no chão do planeta: começa no coração. Começa como a esperança de vida melhor que entre os astros não se escuta nem se vê nem pode haver: que isso é coisa de homem esse bicho estelar que sonha (e luta) Imagem: Pixabay

Vambora, música de Adriana Calcanhoto

  Adriana Calcanhoto incluiu as angustias de Ferreira Gullar e Manuel Bandeira na sua bela música Vambora. Entre por essa porta agora E diga que me adora Você tem meia hora Pra mudar a minha vida Vem, vambora Que o que você demora É o que o tempo leva Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Dentro da noite veloz Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Na cinza das horas Entre por essa porta agora E diga que me adora Você tem meia hora Pra mudar a minha vida Vem, vambora Que o que você demora É o que o tempo leva Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Dentro da noite veloz Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Na cinza das horas Album: Ma...

Prêmio Camões dos Brasileiros

  O Prêmio Camões foi instituído em Portugal em 1988 e concedido a escritores brasileiros por 11 vezes: 1990 - João Cabral de Melo Neto 1993- Raquel de Queiroz 1994 - Jorge Amado 1998 - Antônio Cândido 2000 - Autran Dourado 2003 - Rubem Fonseca. 2005 - Lygia Fagundes Telles 2008 - João Ubaldo 2010 - Ferreira Gullar 2012 - Dalton Trevisan 2014 - Alberto da Costa e Silva 2016 - Raduan Nassar 2019 - Chico Buarque 2022 - Silviano Santiago Agradeço a Natascha Duarte e Marisa Belo, pelas correções informadas.

Nascido em 10 de setembro: Ferreira Gullar.

        Como o poeta nós já conhecemos bastante, hoje, dia em que  completaria 90 anos, trago trabalhos em papel cartão, para a gente explorar um lado menos conhecido de Ferreira Gullar.   A Revista SIM, trouxe algumas obras    da exposição   Relevos   realizada no mês de julho na   Dan Galeria , em São Paulo. Em vídeo (2004) Ferreira Gullar explica não se considerar um artista plástico. Diz que começou a fazer colagens e desenhos por acaso e a habilidade acabou transformando-se num hobby. A reportagem de Manuel Costa Pinto pode ser vista aqui .  

Pasquim 50 Anos

     Primeiro número de O Pasquim saiu em junho de 1969.       Ninguém tinha feito nada parecido até então, e uns intelectuais meio loucos fizeram um jornal que não perdoava, não aliviava nada de um governo ditatorial.    Tempos de censura, prisões, torturas, exílios... Tempos tão diferentes!!  Gentes tão diferentes...    Colecionei O Pasquim por alguns anos. Lá conheci Jaguar, Millor, Ziraldo e Hefil com seus Frandins.  Li entrevista cheia de palavrões com Leila Diniz,  Madame Satã, Ibraim Sued.      Era um jornal tão maluco que misturava sarcasmo de  Paulo Francis com poesia de Ferreira Gullar.       Penso que era o jornal mais bagunçado e querido daquela época.        Ficou no  coração e memória de quem esperava ansiosamente por ele nas bancas. Ansiedade feliz numa época tão triste. Um poema num jornal cheio de piadas? É como ...

Quisera Ser Um Gato, Ferreira Gullar

     Fora os fantasmas que me acompanham e me fazem refletir sobre o sentido da vida, vivo eu, neste apartamento, com uma gatinha siamesa. Que é linda, não preciso dizer, mas, além disso, é especial: quase nunca mia e, quando soa a campainha da porta, se arranca. Nem eu sei onde ela se esconde.      Ela é, portanto, muito diferente do gatinho que, antes dela, me fazia companhia e que se foi. Morreu de velho, já que nunca havia adoecido durante seus 16 anos de vida. Quando adoeceu, foi para morrer. Não preciso dizer que fiquei traumatizado e não quis mais saber de outro gato. Amigas e amigos me ofereceram um substituto para o meu gatinho, e eu respondia que amigo não se substitui.      Os anos se passaram, a dor foi se apagando, até que um belo dia, minha amiga Adriana Calcanhotto chegou aqui em casa com um presente para mim: era uma gatinha siamesa. Faltou-me coragem para dizer não, mesmo porque a bichinha me encanto...

Recado de Primavera, Rubem Braga

                                                                      Meu caro Vinicius de Moraes:      Escrevo-lhe aqui de Ipanema para lhe dar uma notícia grave: A Primavera chegou. Você partiu antes. É a primeira Primavera, de 1913 para cá, sem a sua participação. Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias. Parece que a moda voltou nesta Primavera — acho que você aprovaria. O mar anda virado; houve uma Lestada muito forte, depois veio um Sudoeste com chuva e frio.   E daqui de minha casa vejo uma vaga de espuma galgar o...

Cantiga Para Não Morrer, Ferreira Gullar

Quando você for se embora moça branca como a neve me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração. Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar. E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento. Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar/seleção Alfredo Bosi,São Paulo,Global Ed.1983, pág.98

Meu Povo, Meu Poema, Ferreira Gullar

Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova. No povo meu poema vai nascendo como no canavial nasce verde o açúcar No povo meu poema  está maduro como o sol na garganta do futuro Meu povo em meu poema se reflete como a espiga se funde em terra fértil Ao povo seu poema aqui devolvo  menos como quem canta do que planta. In:Gullar, Ferreira,Poemas,seleção de Alfredo Bosi, São Paulo,Global Editora 1983 Fotografia de: Marco Pimenta

Meu Povo, Meu Poema - Ferreira Gullar

Meu povo e meu poema crescem juntos como cresce no fruto a árvore nova No povo meu poema vai nascendo como no canavial nasce verde o açúcar No povo meu poema está maduro como o sol na garganta do futuro Meu povo em meu poema se reflete como a espiga se funde em terra fértil Ao povo seu poema aqui devolvo menos como quem canta do que planta  Dentro da noite veloz, 1975 e. José Olympio   

Copa do Mundo do Blog - Quartas de final

    Estórias Abensonhadas  0 x 1  Hanna e Suas Filhas Mia Couto x Mariane Fredricksson Dia 4 de julho - 13h no Maracanã  Marie Fredriksson 1 x 0 Mia Couto   Avódezanove  2 x  1 Em Alguma Parte Alguma Ondjaki x Ferreira Gullar  dia 4 de julho 17h arena Castelão Ondjaki 2 x 1 Ferreira Gullar O Conto da Ilha Desconhecida  0 X 1  Nosso Reino José Saramago x Valter Hugo Mãe dia 5 de julho 17 h arena Fonte Nova O Cão e os Caluandas  0 x 1  Peixe na Água Pepetela x Mário Vargas Llosa dia 5 de julho 13h M ané Garrincha

Copa do Mundo do blog

                                 Por falta de tempo, optei por fazer uma copa do mundo com os livros que passaram por minhas mão nos últimos seis meses. Por sorteio atribui um título a cada país ( não houve, portanto, preocupação de escolher um livro de autor do pais que está jogando)  e esses livros jogarão e terão o placar igual ao do jogo real. Copa do mundo de brincadeira já começa nas oitavas de final e hoje jogaram:   Avódezanove ,  Ondjaki 3 x 2  A Confissão da Leoa , Mia Couto Em Alguma Parte Alguma , Ferreira Gullar 2 x 0 A Máquina de Fazer Espanhóis , Valter Hugo Mãe Avódezanove x Em Alguma Parte Alguma    Jogam no dia 4 de julho às 17h na Arena Castelão - Fortaleza Próximos jogos das oitavas de final: Nosso Reino , VHM 2 x 1  A Sul, O Sombreiro, Pepetela dia 29 de junho - 13h Arena Castelão Nosso Rei...

Melhores Livros Infantis de 2014, Revista Crescer

                   A Revista Crescer, como faz anualmente,  divulgou a lista dos melhores livros infantis de 2014.  Vamos ver o que ela sugere que eu compre para o Theo Eloísa e os   Bichos -Texto: Jairo Biutrago, Ilustração: Rafael Yockteng -Ed.Pau no Gato -Idade: a partir de 6 anos                                                                                 Com o pai, Eloísa se muda para uma nova cidade. Enquanto ele procura emprego, ela vai para a escola, onde se sente um bicho estranho. Conforme ela descreve seus incômodos, as ilustrações mostram Eloísa cercada por bichos gigantes. Entre os colegas, por exemplo, havia gafanhoto, lesma, borboleta... Fazendo uso de imagens fantásticas, o livro revela senti...

Feliz Natal.

Toada à Toa Ferreira Gullar A vida, apenas se sonha que é plena, bela ou o que for. Por mais que nela se ponha é o mesmo que nada por. Pois é certo que o vivido - na alegria ou no desespero - como o gás é consumido... Recomeçamos do zero. Recomecemos, pois, a partir de hoje, do zero. Feliz Natal. LivroErrante.

A Arte Virou Bobagem - Ferreira Gullar

Entrevista concedida à jornalista Luiza Maia e originalmente publicada no Diário de Pernambuco em 10.07.2013 Qual a sua opinião sobre os protestos recentes? Eu acho que é uma coisa muito importante, que o povo tenha finalmente despertado. Na crônica que escrevo (para o jornal Folha de S.Paulo), falava sobre o fato de ninguém protestar. Parece todo mundo indiferente à corrupção, às coisas mais absurdas. O Congresso é uma vergonha. A PEC 37 é uma coisa evidentemente feita para anular a ação do Ministério Público, porque é uma ameaça aos corruptos. E isso iria ser aprovado, porque é do interesse deles. Com esse movimento, eles recuaram. O que o senhor achou dos pronunciamentos de Dilma Rousseff? Um oportunismo. Primeiro, ela falou como se fizesse parte do protesto, não como se fosse um dos alvos. “Vamos fazer um plebiscito, realmente é preciso combater a corrupção”. Mas a corrupção vergonha está aí desde o mensalão e eles tomam medidas para impedir que a punição seja levada a cabo. A...