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Mostrando postagens com o rótulo esperança

Poemas da M.P.B: Se Avexe Não, Accioly Neto

Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, coisa boa é namorar Se avexe não Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada Se avexe não A lagarta rasteja até o dia em que cria asas Se avexe não Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa Se avexe não Amanhã ela para na porta da sua casa Se avexe não Toda caminhada começa no primeiro passo A natureza não tem pressa, segue seu compasso Inexoravelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a ladeira Seja princesa ou seja lavadeira Pra ir mais alto, vai ter que suar Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, xalalalalalalá Ô, coisa boa é namorar Se avexe não Amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada Se avexe não A lagarta rasteja até o dia em que cria asas Se avexe não Que a burrinha da felicidade nunca se atrasa Se avexe não Amanhã ela para na porta da sua casa Se avexe não Toda caminhada começa no primeiro passo A natureza não tem pressa, segue seu compasso Inexoravelmente chega lá Se avexe não Observe quem vai subindo a...

Poemas da M.P.B: Paz e Amor, Kleiton e Kledir

Ah, eu continuo o mesmo sonhador Que ainda acredita em paz e amor E o meu sonho vai virar realidade Depois que enfim passar a tempestade E essa loucura toda terminar É a gente errou e entrou na contramão E desinventou a civilização Ah, onde foi que a gente se perdeu? Não sei dizer o que aconteceu Só sei que dá pra achar a solução Encontrar a luz no frio da escuridão E acender a vela, o fogo da paixão Falo de amor, de solidariedade Nós somos feitos de felicidade Então é só abrir o coração E no fim das contas o que vai sobrar É o velho sonho pra recomeçar Falo de esperança, de fraternidade De compaixão, de fé e amizade É só assim que o mundo vai mudar Ah, eu continuo o mesmo sonhador Que ainda acredita em paz e amor Encontrar a luz no frio da escuridão E acender a vela, o fogo da paixão Falo de um mundo inteiro sem fronteiras Sem muros, sem divisas, sem barreiras Em que as pessoas possam se abraçar Falo de respeito à diversidade De cor, de gênero, da liberdade De amar alguém do jeito que...

Ano Novo, poema de Ferreira Gullar

Meia noite. Fim de um ano, início de outro. Olho o céu: nenhum indício. Olho o céu: o abismo vence o olhar. O mesmo espantoso silêncio da Via-Láctea feito um ectoplasma sobre a minha cabeça: nada ali indica que um ano novo começa. E não começa nem no céu nem no chão do planeta: começa no coração. Começa como a esperança de vida melhor que entre os astros não se escuta nem se vê nem pode haver: que isso é coisa de homem esse bicho estelar que sonha (e luta) Imagem: Pixabay

Esperança, poema de Álvaro de Campos

  Dá-me lírios, lírios, E rosas também. Mas se não tens lírios Nem rosas a dar-me, Tem vontade ao menos De me dar os lírios E também as rosas. Basta-me a vontade, Que tens, se a tiveres, De me dar os lírios E as rosas também, E terei os lírios — Os melhores lírios — E as melhores rosas Sem receber nada. A não ser a prenda Da tua vontade De me dares lírios E rosas também. (Poema sem atribuição e com data) Poema de canção sobre a esperança   I. Em ‘Poemas de Álvaro de Campos: Heterônimo de  Fernando Pessoa . Texto Integral’. Visite o blog: Suzanavalenca.com

Fluente, poema de Marcelo Valença

Somos feitos de ação E, mais que isso Somos feitos de ascensão Maturamos em água E, quando prontos Somos entregues à luz E ao ar Somos feitos de senso E, mais que isso Somos feitos de descenso Crescemos buscando o céu E, quando o alcançamos Forçamo-nos a descer ao chão E aterrar Somos feitos de mudança E, mais que isso Somos feitos de perseverança Tememos despregarmo-nos do tempo E, quando o fazemos Tememos retornar ao ontem E parar Somos feitos de decisão E, mais do que isso Somos feitos de contradição Explicamos os fatos e a razão Mas, ao compreendermos Deixamos espaço para a ilusão E o medo Somos feitos e pronto Mas, mais do que isso Somos refeitos ponto a ponto Cabemos em nossos sonhos E, ao sonharmos Cabemos livres em toda a terra E em todo céu. Veja mais em in.voluntaria

Semente do Amanhã, Roberto Freitas e Gonzaguinha

Ontem um menino que brincava me falou que hoje é semente do amanhã... Para não ter medo que este tempo vai passar... Não se desespere não, nem pare de sonhar Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs... Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar! Fé na vida Fé no homem, fé no que virá! nós podemos tudo, Nós podemos mais Vamos lá fazer o que será. CD: Grávido (EMI-Odeon 1984) Ouça aqui

A Fé E As Obras, Leandro Karnal

  J esus salvou todos. Para acessar a assembleia dos eleitos, a fé é o ticket. Solo fide, apenas a fé, proclamaram muitos reformadores religiosos do século 16. Lutero buscou a base em  Hebreus 10,38 : o justo viverá pela fé (também na  Epístola aos Romanos  e em outros trechos).        Os católicos valorizam a fé. Porém, a salvação passa pelas obras boas que evidenciem sua crença. A epístola do apóstolo Tiago enfatiza no capítulo segundo: a fé sem obras é morta. Lutero desconfiava desse trecho (epístola de palha, ele dizia). Chegou a querer afastar a carta do cânone do Novo Testamento. Tiago está próximo de uma concepção religiosa judaica: a prática correta da vida e de ações éticas. O princípio se chama ortopraxia. A  Bíblia  apresenta muitas concepções ao longo dos séculos em que foi redigida, com disputas entre grupos e diversas elaborações teológicas. Para um historiador, isso é a riqueza do texto.     ...

Os Estatutos do Homem, Thiago de Mello

  OS ESTATUTOS DO HOMEM (Ato Institucional Permanente )                              A Carlos Heitor Cony Artigo I Fica decretado que agora vale a verdade. agora vale a vida, e de mãos dadas, marcharemos todos pela vida verdadeira. Artigo II Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive as terças-feiras mais cinzentas, têm direito a converter-se em manhãs de domingo. Artigo III Fica decretado que, a partir deste instante, haverá girassóis em todas as janelas, que os girassóis terão direito a abrir-se dentro da sombra; e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro, abertas para o verde onde cresce a esperança. Artigo IV Fica decretado que o homem não precisará nunca mais duvidar do homem. Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu. Parágrafo único: O homem, confiará no homem como um menino confia em outro menino. ...

Poemas da M.P.B: Saudade, Alceu Valença

Saudade da estrada Saudade da rua Saudade do Sol Saudade da Lua Ê saudade Saudade de amigos Como eu confinados Que mesmo distantes Se encontram ao meu lado Ô saudade São vídeos, lembranças Mensagens, recados Retratos de um álbum Já tão desbotado Ê saudade Meu bem me acalma Respiro o agora Esqueço o passado Os meses e as horas Xô saudade Projeto um planeta Mais civilizado Saúde, empatia Sem pobres coitados Mendigos de rua E desabrigados Saudade da estrada Saudade da rua Saudade do Sol Saudade da Lua Ô saudade Saudade de amigos Como eu confinados Que mesmo distantes Se encontram ao meu lado Xô saudade São vídeos, lembranças Mensagens, recados Retratos de um álbum Já tão desbotado Ê saudade Meu bem me acalma Respiro o agora Esqueço o passado Os meses e as horas Ô saudade Projeto um planeta Mais civilizado Saúde, empatia Sem pobres coitados Mendigos de rua E desabrigados Mendigos de rua E desabrigados Ouça a música aqui Imagem: rico_alencastro

Em Torno da Minha Baía, Alda Espírito Santo

Em torno da minha baía Aqui, na areia, Sentada à beira do cais da minha baía do cais simbólico, dos fardos, das malas e da chuva caindo em torrentes sobre o cais desmantelado, caindo em ruínas eu queria ver à volta de mim, nesta hora morna do entardecer no mormaço tropical desta terra de África à beira do cais a desfazer-se em ruínas, abrigados por um toldo movediço uma legião de cabecinhas pequenas, à roda de mim, num vôo magistral em torno do mundo desenhando na areia a senda de todos os destinos pintando na grande tela da vida uma história bela para os homens de todas as terras ciciando em coro, canções melodiosas numa toada universal num cortejo gigante de humana poesia na mais bela de todas as lições: HUMANIDADE     . - Alda do Espírito Santo, em "É nosso o solo sagrado da terra". Lisboa: Ulmeiro, 1978. Alda Espírito Santo  (1926-2010)  Escritora, poetisa, jornalista e professora nascida no arquipélago de São Tomé e Príncipe na década de 20, Alda é conhecida com...

Futuro Longe, Marcelo Valença

Somos passado Estilhaços de histórias como pó de memória revoada em fina névoa ressoada na lembrança Quisera meu futuro hoje fosse, sobre que legados haveriam de pisar meus descendentes? Eis que somos, todos nós apenas passado, algoz. Feitos dos sonhos antepassados Costurados das suas honras servis seus medos sutis seus méritos pueris seus atos vis Tudo o que teimaram embevecidos em plantar raiz Quisera eu fazer o mesmo — e quero sobre que caminhos farei mansos os passos dos meus descendentes? Pois somos contudo futuro longe Retalhos das nossas histórias Enredos de vidas diárias renovados na suave esperança de quem deseja voltar a ser assim porvir Conheça o autor

A Não Violência, Caminho Que Devemos Aprender a Trilhar. Indignai-vos! Stéphan Hessel

     Estou convencido de que o futuro pertence à não violência, à conciliação das diferentes culturas. É por esta via que a humanidade deverá superar a próxima etapa. E aí eu me junto a Sartre: não podemos desculpar os terroristas que jogam bombas, mas podemos entendê-los. Sartre escreveu, em 1947: "Eu reconheço que a violência, sob qualquer forma que se manifeste, é um fracasso. Mas um fracasso inevitável, porque estamos em um universo de violência. E, se é verdade que o recurso à violência contra a violência se arrisca a perpetuá-la, também é verdade que é o único meio de fazer com que ela cesse." A isto acrescentei que a não violência é um meio seguro de fazer  a violência cessar.  Não podemos apoiar os terroristas como Sartre fez, em nome deste princípio, durante a guerra da Argélia, ou por ocasião do atentado nos Jogos de Munique, em 1972, cometido contra atletas israelenses. Não é eficaz, e Sartre acabaria se questionando, no final da vida, sobre o sentido...

Tempestade,Alexis Valdés

E se amansem as estradas E sejamos sobreviventes de um naufrágio coletivo. Com o coração choroso e o destino abençoado Vamos nos sentir bem-aventurados Tão só por estar vivo. E nós lhe daremos um abraço ao primeiro desconhecido elogiaremos a sorte de manter um amigo. E aí nós lembraremos Tudo aquilo que perdemos e de uma vez aprenderemos tudo o que não aprendemos. Não teremos mais inveja pois todos sofreram. Não teremos mais desidia Seremos mais compassivos. Valerá mais o que é de todos Que eu nunca consegui Seremos mais generosos E muito mais comprometidos Nós entenderemos o frágil O que significa estar vivo? Vamos suar empatia por quem está e quem se foi. Sentiremos falta do velho que pedia peso no mercado, que nós não soubemos o nome dele e sempre esteve ao seu lado. E talvez o velho pobre Era Deus disfarçado. Você nunca perguntou o nome Porque você estava com pressa. E tudo será milagre E tudo será um legado E a vida será respeitada. A vida que vencemos. Quando a tempestade passar ...

A Porta 70, Renato Neves

Autênticos cânticos Ouvir Sentar e sentir Regozijar Amar a esperança Que a Tua Palavra Afiança Fé! Foto/texto Renato Neves Igreja Matriz do Espinheiro Recife-PE

A Porta 38, Renato Neves

Dividida. Parte do chão abre ao mundo, medos, pizzas, pedintes... Parte de cima clama ao céu, noite estrelada, esperança, anjos ouvintes.. Dividida. Fotografia Renato Neves

Esperança, Czeslaw Milosz.

Esperança surge, quando se acredita Que a Terra não é um sonho, mas um corpo vivo, Que não mentem o ouvido, o tacto, a visão E que todas as coisas que aqui conhecias São como um jardim visto do portão. Entrar lá não se pode. Mas ele existe com rigor. Se melhor olhássemos e com mais sabedoria, No jardim do mundo uma nova flor E mais do que uma estrela se avistaria. Há quem diga que os olhos nos iludem E que nada existe, apenas aparenta, Mas justamente esses não têm esperança. Pensar que ao virar as costas O mundo desaparecerá de repente Como que roubado por um delinquente. in “Ocalenic” (Salvação), 1945 Fonte: Vício de Poesia  Leia sobre o autor aqui   e aqui   Obras do autor em português: Testemunho da Poesia   Obras do autor em inglês aqui Fonte: Livraria Cultura