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Mostrando postagens com o rótulo Ariano Suassuna

A Mulher e o Reino, de Ariano Suassuna para D.Zélia Suassuna

Oh! Romã do pomar, relva, esmeralda, olhos de Ouro e azul, minha Alazã! Ária em cordas de Sol, fruto de prata, meu chão e meu anel , Céu da manhã! Ó meu sono, meu sangue, dom e coragem, água das pedras, rosa e belveder! Meu candeeiro aceso da Miragem meu mito e meu poder, minha Mulher! Diz-se que tudo passa e o Tempo duro tudo esfarela: o Sangue há de morrer! Mas quando a luz me diz que esse Ouro puro se acaba por finar e corromper, meu sangue ferve contra a vã Razão E pulsa seu Amor na escuridão!

Melhores Livros de Cada Estado Brasileiro, Região Nordeste

NORDESTE ALAGOAS Obra: “Vidas Secas” (1938), Graciliano Ramos Sinopse: A crueldade da seca e a vida miserável fazem com que uma família de retirantes sertanejos seja obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas do sertão brasileiro nordestino. O estilo seco de Graciliano Ramos parece transmitira aridez do ambiente e seus efeitos sobre as pessoas que ali estão. Pertencente à segunda fase modernista, conhecida como regionalista, esta é qualificada como uma das mais bem-sucedidas criações da época. (Amazon) Sugestão do blog: indico a leitura da obra do poeta e romancista alagoano Lêdo Ivo BAHIA Obra: “Capitães da Areia” (1937), Jorge Amado Enredo: Amado escreve sobre meninos abandonados que crescem nas ruas de Salvador e que cometem furtos para sobreviver. O líder do grupo é Pedro Bala, de 15 anos, filho de um estivador que morreu em uma greve. É um romance com forte crítica social. Outras recomendações:Gabriela Cravo e Canela e  Tereza Batista Cansada de Gue...

Noturno, Ariano Suassuna

Têm para mim Chamados de outro mundo as Noites perigosas e queimadas, quando a Lua aparece mais vermelha São turvos sonhos, Mágoas proibidas, são Ouropéis antigos e fantasmas que, nesse Mundo vivo e mais ardente consumam tudo o que desejo Aqui. Será que mais Alguém vê e escuta? Sinto o roçar das asas Amarelas e escuto essas Canções encantatórias que tento, em vão, de mim desapossar. Diluídos na velha Luz da lua, a Quem dirigem seus terríveis cantos? Pressinto um murmuroso esvoejar: passaram-me por cima da cabeça e, como um Halo escuso, te envolveram. Eis-te no fogo, como um Fruto ardente, a ventania me agitando em torno esse cheiro que sai de teus cabelos. Que vale a natureza sem teus Olhos, ó Aquela por quem meu Sangue pulsa? Da terra sai um cheiro bom de vida e nossos pés a Ela estão ligados. Deixa que teu cabelo, solto ao vento, abrase fundamente as minhas mão... Mas, não: a luz Escura inda te envolve, o vento encrespa as Águas dos dois rios e continua a ronda, o Som do fogo. Ó meu ...

Nascimento - Exílio, Ariano Suassuna

Aqui, o Corvo azul da Suspeição Apodrece nas Frutas violetas, E a Febre escusa, a Rosa da infecção, Canta aos Tigres de verde e malhas pretas. Lá, no pelo de cobre do Alazão, O Bilro de ouro fia a Lã vermelha. Um Pio de metal é o Gavião E suave é o focinho das Ovelhas. Aqui, o Lodo mancha o Gato Pardo: A Lua esverdeada sai do Mangue E apodrece, no medo, o Desbarato. Lá, é fogo e limalha a Estrela esparsa: O Sol da morte luz no sol do Sangue, Mas cresce a Solidão e sonha a Garça. Imagem: ferro dos Suassuna, em Estética Armorial Ariano Suassuna teria feito 95 anos ontem, 16 de junho.

Lápide, Ariano Suassuna

Quando eu morrer, não soltem meu Cavalo nas pedras do meu Pasto incendiado: fustiguem-lhe seu Dorso alardeado, com a Espora de ouro, até matá-lo. Um dos meus filhos deve cavalgá-lo numa Sela de couro esverdeado, que arraste pelo Chão pedroso e pardo chapas de Cobre, sinos e badalos. Assim, com o Raio e o cobre percutido, tropel de cascos, sangue do Castanho, talvez se finja o som de Ouro fundido que, em vão – Sangue insensato e vagabundo — tentei forjar, no meu Cantar estranho,  à tez da minha Fera e ao Sol do Mundo! Imagem: Toda matéria

A Infância, Ariano Suassuna

  Sem lei nem Rei, me vi arremessado bem menino a um Planalto pedregoso. Cambaleando, cego, ao Sol do Acaso, vi o mundo rugir. Tigre maldoso. O cantar do Sertão, Rifle apontado, vinha malhar seu Corpo furioso. Era o Canto demente, sufocado, rugido nos Caminhos sem repouso. E veio o Sonho: e foi despedaçado! E veio o Sangue: o marco iluminado, a luta extraviada e a minha grei! Tudo apontava o Sol! Fiquei embaixo, na Cadeia que estive e em que me acho, a Sonhar e a cantar, sem lei nem Rei! Fonte: Cultura Genial Imagem: Quinho ( O Estado de Minas)

Visitando a estante de casa...

Comecei ontem a revisitar minha estante. Não que eu tenha parado de ler, mas é que indo procurar um trecho de livro pedido por meu sobrinho,  achei interessante, olhar mais detalhadamente o que temos lá. Autografado? C om dedicatória? Exemplar muito antigo? Recém adquirido? Veio de sebo?  Estante relativamente organizada foi fácil de encontrar:   Romance d'A Pedra do Reino, Ariano Suassuna.   Nele está o folheto (XXX) pedido por meu sobrinho: A Filosofia do Penetral.  É o exemplar mais antigo da prateleira . Tem 44 anos e foi comprado em Brasília. Tem prefácio de  Raquel de Queiroz e as ilustrações devem ser do próprio Ariano, porque ele também desenhava e não há indicação de um autor para elas. Encontrei nele, também, um poema que Ariano dedicou a seu pai, João Suassuna.  Ainda na estante e mais adiante , na let ra B tem o livro: Vincent!!   A história de Van Gogh escrita pela quadrinhi...

Revendo 2014 (1) Mais acessadas.

Dezembro é mês de férias também para a blogueira, então optei por dar um passeio pelo  LivroErrante. Clique no mês para ver a postagem.            No início do ano eu ainda estava com preguiça e sem inspiração, mas dei sorte: o jornal de maior tiragem aqui do Recife trouxe um artigo em que cita o LivroErrante.  Isso foi em  J. a. n.e.i.r.o    e, claro, que adorei!          Mês seguinte:   F. e. v. e. r. e. i.r.o        postei uma marchinha de carnaval cantada pelo autor Eduardo Dusek e Preta Gil .        Em   M.a.r.ç. o  , Gabriel García Márquez completou 87 anos e o blog trouxe um texto dele que você pode rever clicando no mês.        O grande Gabo, nos deixou órfãos em     A. b.r.i.l  .         Comecei a falar do Crcuito da Poesia  e...

A Chegada de Ariano Suassuna no Céu, Klévisson Viana e Bule Bule

Nos palcos do firmamento Jesus concebeu um plano De montar um espetáculo Para Deus Pai Soberano E, ao lembrar de um dramaturgo, Mandou buscar Ariano. Jesus mandou-lhe um convite, Mas Ariano não leu. Estava noutro idioma, Ele num canto esqueceu, Nem sequer observou Quem foi que lhe escreveu. Depois de um tempo, mandou Uma segunda missiva. A secretária do artista Logo a dita carta arquiva, Dizendo: — Viagem longa A meu mestre não cativa. Jesus sem ter a resposta Disse torcendo o bigode: — Eu vejo que Suassuna É teimoso igual a um bode. Não pode, mas ele pensa Que é soberano e pode! Jesus, já perdendo a calma, Apelou pra outro suporte. Para cumprir a missão, Autorizou Dona Morte: — Vá buscar o escritor, Mas vê se não erra o corte! A morte veio ao País Como turista estrangeiro, Achando que o Brasil Era só Rio de Janeiro. No rastro de Suassuna, Sobrou pra Ubaldo Ribeiro. Porém, antes de encontrá-lo, Sofreu um constrangimento Passando em C...