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Mostrando postagens com o rótulo Areia Dourada.

Domingo Cordel

Minhas musas do Olimpo, Peço a vós, inspiração. Iluminem a minha alma, Pra narrar com precisão Uma história muito triste De uma seca que persiste Na caatinga do sertão. Ventos supremos bravios, Varrendo Areia Dourada, Na negra manhã de maio, Com a rua poeirada Essa cidade  Paulista, Areia dourada lista No mapa, bem na beirada. O sol estava por vir, Os galos eram vergados, Sentindo a força dos ventos Uns eram arrebentados. ao som da verde folhagem, Num ritmo muito selvagem, Rangiam, sendo açoitados. (O coronel avarento Josué Gonçalves, Ed. Luseiro)

Solidão - Josué Araujo

Solidão Josué Araujo Quando sentir-se só, dentro do quarto, E você olhar pela janela aberta, Lá fora, ainda a chuva torrente e esperta, E n’alma sentindo dores de parto; E quando você, olhando para cima, Sentir-se que está porventura cético, Do nosso Criador já quase hipotético, Levando a vida sem nada de rima; E quando ainda, mesmo que só contigo, Não se lembrar d’um bom amigo antigo, E se temer o abismo da paixão; Também se a tua voz ficar abafada, Presa na tua garganta sufocada, Sim! Isto sim! Isto é que é solidão. De Josué Araujo: O Mistério da Bruxa de Areia Dourada