Oh, minha amada Que os olhos teus São cais noturnos Cheios de adeus São docas mansas Trilhando luzes Que brilham longe Longe nos breus Oh, minha amada Que olhos os teus Quanto mistério Nos olhos teus Quantos saveiros Quantos navios Quantos naufrágios Nos olhos teus Oh, minha amada Que olhos os teus Se Deus houvera Fizera-os Deus Pois não os fizera Quem não soubera Que há muitas eras Nos olhos teus Ah, minha amada De olhos ateus Cria a esperança Nos olhos meus De verem um dia O olhar mendigo Da poesia Nos olhos teus. Vinicius de Moraes fez esse poema para o jogador de futebol Heleno de Freitas (Botafogo) quando de seu casamento com Hilma. Alguns anos depois, Paulo Soledade pôs melodia no poema e Silvio Caldas gravou a música Poema dos Olhos da Amada. Fontes: Um Sonho em Carne e Osso, Antonio Falcão (Bargaço 2002) e MPBnet Ouça a música aqui
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