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Mostrando postagens com o rótulo literatura infantil

A História do Alfinete de Fralda ( que mora no bolso bebê da bolsa amarela) Lygia Bojunga

     Como ninguém conhece o Alfinete de Fralda, muito bem, eu acho melhor contar a história dele antes de continuar contando a minha:    Um dia eu ia passando e vi o Alfinete caído na rua. Peguei, limpei, desenferrujei, experimentei a pontinha dele no meu dedo, vi que ela era afiada toda a vida:      - Puxa!      E ela começou a riscar na minha mão tudo que o Alfinete queria dizer:      - Me guarda? Já não aguento mais viver aqui jogado: passa gente em cima de mim; chove, eu fico todo molhado, pego cada ferrugem medonha; e cada vez que varrem a rua eu esfrio: "pronto! vão achar que eu não sirvo mais pra nada, vão me levar no caminhão do lixo"; me encolho todo pra vassoura não me ver; e depois que ela passa, e depois que o susto passa, eu risco na calçada um anúncio de mim dizendo que eu sirvo sim; mas nunca acontece nada. Me guarda?      - Guardo.      - Então guarda.     ...

A Professora Encantadora, Márcio Vassalo

  Maísa era uma professora que olhava para tudo com olho de assombro e estranheza. Ela dizia que assombro é um susto cheio de beleza e que estranheza é o casamento do estranho com a surpresa. As aulas da Maísa eram mesmo assombrosas, estranhas e surpreendentes. Na escola, ela se derretia de amor pelas palavras, pelas frases, pelos livros. Mas a Maísa se derretia pelas pessoas ainda mais que pelos livros. Então, a professora contagiava a gente com todo aquele derretimento. E dava aula de esticar suspiro. De olhos fechados, nós aprendíamos a suspirar fundo. E a Maísa suspirava junto com a gente, com aquele seu riso, às vezes freado, às vezes desembestado. Ah, e para ninguém atrapalhar a aula com urgências sem importância, no lado de fora da porta a professora pendurava um aviso: NÃO ENTRE AGORA. ESTAMOS SUSPIRANDO… No começo, os alunos que não conheciam bem a Maísa achavam que um dia ela daria uma prova para ver quem tinha aprendido a suspirar certo.Mas a professora logo explicava qu...

Miriam Leitão: Nova Imortal da Academia Brasileira de Letras

     A jornalista e escritora mineira Miriam Leitão foi  eleita hoje para ocupar a cadeira número 7 da Academia Brasileira de Letras. Cacá Diegues, falecido em fevereiro foi o ultimo ocupante da cadeira. Miriam Leitão é muito conhecida como jornalista da Globo e também como escritora. Tem 16 livros publicados sendo Saga Brasileira: A Longa Luta de Um Povo Por Sua Moeda, vencedor do troféu Jabuti em 2012 categoria Reportagem e Livro do ano, não ficção. Amazônia na Encruzilhada: O Poder da Destruição e o Tempo Das Possibilidades, também é premiado. Obras da autora: O Estranho Caso do Sono Perdido A Verdade é Teimosa:Diários da Crise Que Adiou o Futuro A Democracia na Armadilha Tempos Extremos As Aventuras do Tempo História do Futuro: o Horizonte do Brasil no Sec. XXI Flávia e o Bolo de Chocolate Refúgio no Sábado: Crônicas A Perigosa Vida dos Passarinhos Pequenos A Menina de Nome Enfeitado O Menino Que Conhecia o Fim da Noite O Mistério do Pau Oco Convém Sonhar ...

Morango Sardento, Julianne Moore - o "perigoso" livro infantil banido por Donald Trump

  A atriz norte-americana Julianne Moore estreia na literatura com um livro autobiográfico: Morango Sardento traz a experiência de infância desta ruivinha admirada mundialmente. A edição brasileira conta com a participação de outras duas atrizes importantes: Fernanda Torres assina a simpática tradução e Debora Bloch – que também foi um “morango sardento” – escreveu o texto de quarta capa.   Envergonhada pelo apelido de “morango sardento”, a protagonista do livro experimenta até tomar banho com suco de limão para tentar eliminar suas sardas. A autora conta como fez de tudo para se livrar não só das pintinhas, como da autorrejeição. A ilustradora vietnamita LeUyen Pham acrescenta humor às cenas. Morango Sardento mostra que, para “viver feliz para sempre”, é preciso se aceitar, com suas sardas e seu cabelo vermelho. Afinal, “quem liga para um milhão de sardas quando se tem um milhão de amigos?”. Debora Bloch concorda: “Quando a gente é criança, sempre pensa que é melhor ser difer...

Astrid, a mulher que criou Pipimeialonga

Muito antes de o livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes deixar de lado as princesas de conto de fadas e substituí-las por mulheres inspiradoras como Ada Lovelace e Amelia Earhart, uma heroína fictícia idiossincrática estava se rebelando contra o sexismo na literatura infantil, cativando jovens leitores em todo o mundo e mostrando que havia mais de uma maneira de ser uma menina. Com suas tranças e sardas vermelhas, ela desdenhava das convenções sociais e tinha personalidade de sobra. Ela era independente e forte - tão forte que conseguia erguer um cavalo com uma mão. Ela também possuía um estoque de moedas de ouro e, aos nove anos de idade, morava sozinha com seu macaco e cavalo, navegava em alto-mar e até dançava com ladrões. Não espanta saber que meninas de diversas gerações quiseram ser ela - algumas ainda querem. Seu nome é Pippi Meialonga (ou Pipi Longstocking, no título original), e como revela uma nova biografia fascinante, sua criadora, a sueca Astrid Lindgren, poderia...

No Ritmo da Rima, Luciene de Freitas

No Ritmo da Rima é uma série de 4 livros de doces poesias infantis de Luciene de Freitas caprichadamente ilustrados por crianças.  Brincando Com Água Brincando Com Flores Brincando Só e  Brincando de Faz de Conta,   são os livros que compõem essa série tão agradável de ler  e ou de apenas olhar e ser envolvido pela ternura que cada exemplar transmite.   Há Poesia  No mar, no silêncio, no ar nos passos, na noite, no compasso na rua, no assobio,na lua no voo ritimado, colorido, da juriti na chuva que do céu desce, na lágrima que no rosto esmorece. no firmamento, na inocência, no encantamento, no bailado da folha que, no Outono, cai ou na palavra que, com sentimento, da boca sai.

Comecei a ler: O Barco das Crianças, Mário Vargas Llosa

      Era uma vez uma velhinho que toda manhã bem cedo, sentado num banco de uma pequeno parque em Barranco, contemplava o mar. Fonchito via de sua casa, emquanto se preparava para ir para o colégio. Aquele velhinho o intrigava: o que fazia ali, sozinho, a essa hora, todos os dias? Sentia um pouco de pena dele. Um dia, não aguentando mis de curiosidade, logo depois de acordar we antes de que o ônibus do colégio viesse buscá-lo, saiu de casa e foi até o parquinho. Sentou no mesmo banco que o velho e, após um instante de hesitação, tomou coragem e murmurou: "Bom dia". O velho se virou para olhá-lo. Fonchito reparou que em seu rosto cheio de rugas cintilavam uns olhos vivos e ainda jovens. Uns olhos tão intensos que parecias ter visto todas as maravilhas que existem no mundo. Seu cabelo era muito branco, assim como as sobrncelhas, e sua cútis, barbeada com esmero, era muito pálida quase translúcida. Parecia muito frágil; sua magrza extrema lhe dava aspecto quase irr...

Ritmo, Mário Quintana ( poema infantil)

  Na porta a varredeira varre o ciscovarre o cisco varre o cisco Na pia a menininha escova os dentes escova os dentes escova os dentes No arroio a lavadeira bate roupa bate roupa bate roupa até que enfim se desenrola a corda toda e o mundo gira imóvel como um pião! Em: Pé de Poesia, Global Editora 2006, pág. 17 Imagens por mim fotografadas do livro são de: Orlando.

Recompensa, Sidónio Muralha

Voou por engano uma flor. Não sei se voou um ano, mas seja como for voou uma vez duas, três uma flor. Entrou na escola e descansou na sacola preta preta do menino branco que estava no banco e lhe chamou borboleta. E a borboleta para agradecer abriu a sacola e ajudou o menino a fazer os exercícios da escola. Em: Pé de Poesia, Global Editora, 2006, págs.58-59 Imagens: Cláudia Scatamacchia (com edição do blog)

30 Melhores Livros Infantis de 2022

Exercícios de Ser Criança,   Manoel de Barros, Fernanda Massotti e Kammal João -  A partir de 5 anos. Em 1999, o poeta mato-grossense Manoel de Barros, uma das joias de nosso país, lançou seu primeiro livro para crianças. É curioso pensar sobre isso, uma vez que Manoel nos parece infância o tempo todo, com seu olhar para o simples da vida como algo espantoso e digno de virar “matéria de poesia”. Na primeira edição, duas histórias vinham acompanhadas dos bordados das Ângela Martha e Sávia Dumont, com desenhos de Demóstenes Vargas, e que marcou bibliotecas por estas duas décadas. Desta vez, é na companhia de Fernanda Massotti e Kammal João que vêm  O Menino Que Carregava Água Na Peneira , sobre um garoto que reparava no pequeno da vida; e  A Menina Avoada  e a relação de dois irmãos que imaginam tudo a partir de um caixote. A Pequena Lana, Silvana Rando - A partir de 2 anos.  Quando crianças, o tamanho faz muita diferença, né? Ao lado de um mundo tão diverso...