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Mostrando postagens com o rótulo perfume

Vambora, música de Adriana Calcanhoto

  Adriana Calcanhoto incluiu as angustias de Ferreira Gullar e Manuel Bandeira na sua bela música Vambora. Entre por essa porta agora E diga que me adora Você tem meia hora Pra mudar a minha vida Vem, vambora Que o que você demora É o que o tempo leva Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Dentro da noite veloz Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Na cinza das horas Entre por essa porta agora E diga que me adora Você tem meia hora Pra mudar a minha vida Vem, vambora Que o que você demora É o que o tempo leva Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Dentro da noite veloz Ainda tem o seu perfume pela casa Ainda tem você na sala Porque meu coração dispara Quando tem o seu cheiro Dentro de um livro Na cinza das horas Album: Ma...

Colette, Uma Mulher Que Virou a Mesa.

      Ontem assisti ao filme Colette* julgando ser uma ficção. Foi uma surpresa  saber que era a biografia de uma mulher talentosa que foi roubada e escravizada por um homem inescrupuloso e machista. Apesar  da tristeza de vez uma relação tão ruim, acabei por sentir orgulho de escritora Gabrielle Colette, por ter virado a mesa e marcado a época e a cidade com seu próprio nome.  Vou procurar livros dela com certeza. Sobre Gabrielle Colete, leia a matéria abaixo: A escritora francesa Gabrielle Colette faz aniversário no dia 28 de janeiro. Com uma trajetória vanguardista em meio à sociedade conservadora de Paris no século passado. Ela passou anos na sombra do marido, até o momento em que subverteu as regras do machismo da época e se tornou uma das principais figuras lutando pelo reconhecimento feminino. Primeiros Trabalhos Colette chegou em Paris ao final do século XIX. Menor de idade, casou-se com o crítico e escritor Henry Gauthier-Villars. Durante o re...

A Caderneta Vermelha, Antoine Laurain.

O táxi a deixou na esquina do bulevar. Ela só precisava caminhar cinquenta metros para chegar em casa. A rua era iluminada pelos lampiões que coloriam as fachadas com reflexo laranja, mas ainda assim, como sempre lhe acontecia tarde da noite, ela ficou apreensiva. Olhou para trás e não viu ninguém. A luz do hotel, ali em frente, inundava a calçada entre dois arbustos plantados em vasos que delimitavam a entrada do hotel três estrelas. Ela parou diante do seu prédio, abriu o zíper do meio de bolsa para pegar o chaveiro com o controle remoto, e depois tudo aconteceu muito depressa. Uma mão segurou a alça, uma mão surgida do nada e pertencente a um homem moreno, vestido com uma jaqueta de couro. O medo levou apenas um segundo para atravessar todas as suas veias e subir até o coração, para ali explodir numa chuva gelada. Por reflexo, ela se agarrou à bolsa, o homem puxou e, encontrando resistência, pousou a mão sobre o rosto dela e empurrou a cabeça contra o metal da porta. A cadern...

O Ladrão de Inspirações,Francisco Borges Neto

                                                                        Quem você pensa que é? Que vem sentir os meus passos na calçada, que fita os meus olhos e não diz nada, que cheira o meu perfume sorrateiro, e ronda a minha casa o dia inteiro. Quem você pensa que é? Que ouve os meus pássaros cantando, e abre a minha janela imaginando que debruça em minha cerca pensativo, e pisa em minha grama sem motivo. Afinal, quem você pensa que é? Que se esparrama em meu jardim, ensaia uns versos para mim e os declara a outra mulher? De: Vencidas As Primaveras Insípidas Francisco Borges...