Perdoem a cara amarrada Perdoem a falta de abraço Perdoem a falta de espaço Os dias eram assim Perdoem por tantos perigos Perdoem a falta de abrigo Perdoem a falta de amigos Os dias eram assim Perdoem a falta de folhas Perdoem a falta de ar Perdoem a falta de escolha Os dias eram assim E quando passarem a limpo E quando cortarem os laços E quando soltarem os cintos Façam a festa por mim E quando lavarem a mágoa E quando lavarem a alma E quando lavarem a água Lavem os olhos por mim Quando brotarem as flores Quando crescerem as matas Quando colherem os frutos Digam o gosto pra mim Digam o gosto pra mim Álbum Nos Dias de Hoje 1978
O grupo LivroErrante está lendo Grande Sertão, Veredas de Guimarães Rosa. As integrantes se reunem virtualmente todas as quartas-feiras às 19h e leem em voz alta durante 1 hora. No próximo dia 28/10 a leitura recomeçará a partir de: Aí mês de maio, falei, com a estrela-d'alva. O orvalho pripingando, baciadas. E os grilos nochirilim. De repente, de certa distância, enchia espaço auela massa forte, antes de poder ver eu já pressentia. Um estado de cavalos. Os cavaleiros. Nenhum não tinha desapeado. E deviam de ser perto duns cem.Respirei: a gente sorvia o befejo - cheiro de crinas e rabos sacudidos, o pelo deles, de suor velho, semeado das poeiras do sertão. Grande Sertão, veredas é um dos clássicos da literatura brasileira. Completou 70 anos de sua primeira edição. ( imagem da primeira edição) Se você quiser participar, faça contato com o blog.