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Origem das Expressões(9): Por a Mão No Fogo e Salvo Pelo Gongo

Por a Mão No Fogo Essa expressão é de um tempo horrível,  a Inquisição. Vamos ver: quem fosse acusado de heresia ( e qualquer coisinha servia pra uma acusação) tinha sua mão envolvida numa estopa e era obrigada a andar alguns metros segurando uma barra de ferro quente.  A pessoa permanecia com a mão envolvida na estopa durante 3 dias. Findo esse prazo, retirava-se a estopa e se:  a mão não estivesse queimada era inocentado, se, ao contrário, a mão estivesse queimada era uma prova de culpa e teria a forca como destino. Que horrível, não? Por a mão no fogo, passou a ser o mesmo que dizer da total confiança em alguém. Salvo Pelo Gongo Tem duas origens possíveis. Na luta de boxe, o pugilista que estiver em desvantagem, cambaleante terá alguns minutos para se refazer quando o gongo tocar. Na luta, quando o gongo toca, os lutadores se desenlaçam, e se afastam para instruções e atenções físicas ou técnicas.  Uma segunda hipótese seria mais antiga e bizarra: a dos  "caixões seguros".
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Minhas Leituras 2022.1

  really liked it really liked it Dora, Doralina , Rachel de Queiroz:   Dôra, Doralina narra a história de Maria das Dores, viúva recente de um casamento de conveniência, que sai da sombra da mãe e de uma vida de submissão para viver em Fortaleza. Na capital do Ceará, Dôra torna-se atriz e passa a viajar pelo Brasil como integrante da trupe de uma Cia de teatro mambembe. Em determinada viagem conhece o Comandante, homem que desperta seu amor mais profundo e com quem se muda para Rio de Janeiro, abandonando o teatro. Após sua experiência com o amor que poucos têm coragem de viver, Dôra retorna para sua cidade natal, fechando o ciclo de vivências que a transformaram em outra mulher. Dôra, Doralina, obra que marca a retomada de Rachel de Queiroz ao gênero romance, pode ser lido como expressão da emancipação feminina, na qual Dôra sai da condição de mulher submissa para conquistar a liberdade de ser o que desejar e levar a vida que quiser. Personagem fascinante, ela é um dos perfis feminin

Primeiro Amor, Isaac Bábel

Parque Shevchenko, Odessa      Aos dez anos de idade, me apaixonei por uma mulher chamada Galina Apollónovna. Seu sobrenome era Rubtsova. O marido, um oficial, foi para a guerra do Japão e voltou em outubro de 1905. Trouxe muitas arcas. Nas arcas, havia coisas chinesas: biombos, armas valiosas, ao todo trinta pud.* Kuzmá nos dizia que Rubtsov tinha comprado aquelas coisas com o dinheiro que ganhou no serviço militar, na direção do setor de engenharia do Exército da Manchúria. Além de Kuzmá, outras pessoas diziam a mesma coisa. Era difícil não ficar fofocando sobre os Rubtsov, porque eles eram felizes. Sua casa era encostada no nosso terreno, sua varanda envidraçada avançava numa parte de nossa propriedade, mas o papai não brigava com eles por causa disso. Rubtsov, fiscal tributário em nossa cidade, tinha reputação de homem honesto e se dava bem com os judeus. Quando o oficial, seu filho, voltou da guerra do Japão, todos vimos como eles viviam felizes e como eram amigos. Galina Apolló

Poesias da M.P.B: A Lista, Renato Teixeira e Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais via há dez anos atrás Quantos você ainda vê todo dia Quantos você já não encontra mais Faça uma lista dos sonhos que tinha Quantos você desistiu de sonhar! Quantos amores jurados pra sempre Quantos você conseguiu preservar Onde você ainda se reconhece Na foto passada ou no espelho de agora Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora Quantos mistérios que você sondava Quantos você conseguiu entender Quantos segredos que você guardava Hoje são bobos ninguém quer saber Quantas mentiras você condenava Quantas você teve que cometer Quantos defeitos sanados com o tempo Eram o melhor que havia em você Quantas canções que você não cantava Hoje assovia pra sobreviver Quantas pessoas que você amava Hoje acredita que amam você Faça uma lista de grandes amigos Quem você mais via há dez anos atrás Quantos você ainda vê todo dia Quantos você já não encontra mais Quantos segredos que você guardava Hoje são bobos ninguém quer sab

Origem das Expressões (8): Calcanhar de Aquiles e Voto de Minerva

Calcanhar de Aquiles Aquiles, o dono do famoso calcanhar, era um mortal filho do rei  Peleu e da deusa Tétis. Intentando tornar o filho imortal,  Tétis, a mãe, mergulhou  o garoto no Rio Estige, segurando-o pelo calcanhar. Ficou portanto essa parte do corpo sem conseguir imortalizar-se. Vulnerável, portanto. Então, na Guerra de Tróia, Páris, que conhecia essa vulnerabilidade, flechou Aquiles bem no calcanhar.   Calcanhar de Aquiles significa o ponto fraco de alguém, o ponto vulnerável de algo. Voto de Minerva No tempo em que mortais e imortais, deuses e semi deuses se misturavam...  O mortal Orestes matou a própria mãe e seu amante para se vingar da morte de Agamenon, o pai. Para escapar da morte, a pena capital, recorreu ao deus Apolo que serviu de advogado de defesa num júri formado por 12 jurados e presidido por Minerva (também conhecida por Atenas). Como a votação finalizou empatada, a presidente do júri teve de dar o seu voto para desempatar e Minerva inocentou Orestes. Voto de Mi

Nascimento - Exílio, Ariano Suassuna

Aqui, o Corvo azul da Suspeição Apodrece nas Frutas violetas, E a Febre escusa, a Rosa da infecção, Canta aos Tigres de verde e malhas pretas. Lá, no pelo de cobre do Alazão, O Bilro de ouro fia a Lã vermelha. Um Pio de metal é o Gavião E suave é o focinho das Ovelhas. Aqui, o Lodo mancha o Gato Pardo: A Lua esverdeada sai do Mangue E apodrece, no medo, o Desbarato. Lá, é fogo e limalha a Estrela esparsa: O Sol da morte luz no sol do Sangue, Mas cresce a Solidão e sonha a Garça. Imagem: ferro dos Suassuna, em Estética Armorial Ariano Suassuna teria feito 95 anos ontem, 16 de junho.

= S D Comunikssaum, Antonio Prata

  A 1a  vz q abri mail e dei de kra c/uma msgm acim, naum entendi nd. Pensei q era pau do outlook, pblma do cputador. Naum, nd diço: era soh + uma leitora que flava eça stranha lihngua da internet. Como a cada dia que paça, rcbo+ msgs nece dialeto sqzito, percbi q, ou aprendia eu tb a tklar acim, ou fikava ptrahs. Na natureza nd c perde, nd c cria, td c transforma: tinha xgado a hr de eu tb me transformar. Minha 1a  atitud foi tklar para Ehrika, uma garota que screv neça lihngua, e prgntar como eu fazia p aprendr. Ela flou sgte: " tipo... eh soh tocar CH por X, Ç por SS, H em vez de acento (é/eh; só/soh) e comer o max d letras pocihvel. Entendeu?" O q naum entendo eh pq tnta complicação. Era taum fahcil scrver o bom e velho port...  Pgntei p Joaum, 1 primo meu q screv  ateh poemas dece jto: pq as pçoas estaum screvndo acim? Ele me garantiu q era pq era + fahcil. Serah? Olha soh, Joaum, Ehrika e td mdo: p tklar naum uso 4 tklas. Para tklar não, tb uso soh 4. Eh=, ueh? Kd a fa