“Esse homem não é meu filho, doutor. Não pode ser.” Joaquim era réu numa ação de reconhecimento de paternidade. E o autor, já com 25 anos, produto do desencontro entre duas pessoas que um dia estiveram juntas e se perderam nesse mundão de Deus. Joaquim amava Ana Maria perdidamente. Problema é que Ana Maria, por respeito à verdade se diga, não gostava de Joaquim do mesmo jeito que Joaquim gostava dela. Bonita de rosto, e ainda mais de corpo, tinha outros pretendentes. E lhes dedicava uma atenção incompatível com aquela veneração de Joaquim. Assim foi até quando confessou que já não gostava dele como antes. Melhor se afastar. Joaquim concordou, meio constrangido, antevendo algo para ele impossível de aceitar - que seria o fato de ser traído. Mas nunca esqueceu de Ana Maria. Tanto que, bem depois, confessou ao seu advogado: “Se soubesse que a saudade iria doer tanto, teria resolvido esse caso de outra maneira.” Só que acabaram se separando, era mesmo...
Se sois, inverno, no cerrado se sente De tempos frios com tal bravio vento Que tomais a secura como elemento E neste movimento, és inteiramente Nuvioso,horas breves, chão sedento Da mesma natureza, e tão diferente Dias vão que passa no fugaz poente Rubente o céu num encaixotamento E desta vida em tudo ó mês valente Sê da metade do ano, planejamento Férias breves do docente e discente Como do calendário és afolhamento E teu entardecer não mais reluzente Tudo em vós, julho, traz sentimento