Há uma pergunta que me faço desde o dia em que recebi o convite. Precisei percorrer muito quilômetros e refelti bastante para conseguir respondê-la: por que eu? Por que Copacabana? Por que Rio de Janeiro? Por que agora? Precisei voltar a um dia em que tudo o que eu havia construido desmoronou. Não foi um processo longo, não houve sinais graduais. Foi uma única manhã em que acordei uma mulher diferente, com uma vida diferente. No dia seguinte, tive de me levantar da mesma forma, preparar o café da manhã, levar as crianças para a escola, atender o telefone, manter a carreira. A vida não dá descanso às mulheres quando elas se veem repentinamente sozinhas, com tudo sobre os ombros. Precisei me reinventar completamente. Como mãe, provedora, artista, muher. Desse aprendizado, nasceu esta turnê Las Mujeres Ya No Lloran. Não é um grito de vingança nem uma declaração de vitimização. É exatamente o oposto: a serena constatação de que chorar já não basta, há...
Confesso que achei graça na primeira história que me contara: um bêbado usava o meu nome em um bar, tomando grande uiscada à custa de um meu admirador - a quem agradeço a intenção. Depois passei a achar menos graça: o falso Rubem Braga aparecia chorando na estação das barcas, ou gritando dentro de um lotação, ou fazendo comício na Rua Farani. Volta e meia ouço outras proezas desse cavalheiro que perambula pela cidade, dando vexames em meu nome - e agora parece que está agindpo pelo Bar Vinte e Leblon. Ora, eu já posso ser culado legitimamente de tanta oisa que não me agrada acumular os pecados de outrem. Peço às pessoas que não me conhecem pessoalmente que, quando aparecer um Rubem Braga falando alto, citando crônicas e dando alteração, tenham a fineza de chamar a polícia. Não quero que maltratem o rapaz, mas uma noite no xadrez deve lhe fazer bem, e talvez ele perca essa mania insensata de assumir a personalidade desse apagado cronista. Com este pedido estou correndo o risco de ir eu...