A pergunta que agora mesmo está a ser posta às selecções de futebol de todo o mundo, pela boca dos treinadores, é esta: "mas porque é que vocês não são mais como os jogadores de Cabo Verde?" Foi este o grande triunfo dos cabo-verdianos no mundial: demonstraram que não há desculpas. Os "tubarões azuis" - à maneira dos tubarões não se deixam impressionar pelas pernas que entram no mar. Para os tubarões, todas as pernas são iguais - as dos presidentes e as dos serventes, as dos génios e as dos tontos. E são iguais porque todas servem para comer. Todas são nutritivas. E nunca se deve ter medo de um petisco. Os treinadores estão a pedir aos jogadores que adoptem, por amor de Deus, a atitude da selecção de Cabo Verde. Mas não é só a atitude - não ter medo, quere ganhar, ter orgulho na camisola - são coisas que muitas outras selecções têm. Na selecção de Cabo Vede havia maia qualquer coisa. E não era amor à camisola. Era...
“Esse homem não é meu filho, doutor. Não pode ser.” Joaquim era réu numa ação de reconhecimento de paternidade. E o autor, já com 25 anos, produto do desencontro entre duas pessoas que um dia estiveram juntas e se perderam nesse mundão de Deus. Joaquim amava Ana Maria perdidamente. Problema é que Ana Maria, por respeito à verdade se diga, não gostava de Joaquim do mesmo jeito que Joaquim gostava dela. Bonita de rosto, e ainda mais de corpo, tinha outros pretendentes. E lhes dedicava uma atenção incompatível com aquela veneração de Joaquim. Assim foi até quando confessou que já não gostava dele como antes. Melhor se afastar. Joaquim concordou, meio constrangido, antevendo algo para ele impossível de aceitar - que seria o fato de ser traído. Mas nunca esqueceu de Ana Maria. Tanto que, bem depois, confessou ao seu advogado: “Se soubesse que a saudade iria doer tanto, teria resolvido esse caso de outra maneira.” Só que acabaram se separando, era mesmo...