Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo Não cante vitória muito cedo, não Nem leve flores para a cova do inimigo Que as lágrimas dos jovens São fortes como um segredo Podem fazer renascer um mal antigo, sim, sim Tudo poderia ter mudado, sim Pelo trabalho que fizemos, tu e eu Mas o dinheiro é cruel E um vento forte levou os amigos Para longe das conversas, dos cafés e dos abrigos E nossa esperança de jovens não aconteceu E nossa esperança de jovens não aconteceu, não, não Palavra e som são meus caminhos pra ser livre E eu sigo, sim Faço o destino com o suor de minha mão Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa E não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza Sempre é dia de ironia no meu coração Sempre é dia de ironia no meu coração Tenho falado a minha garota 'Meu bem, difícil é saber o que acontecerá' Mas eu agradeço ao tempo O inimigo eu já con...
Aqui diante de mim, eu, pecador, me confesso de ser assim como sou. Me confesso o bom e o mau que vão ao leme da nau nesta deriva em que vou. Me confesso possesso das virtudes teologais, que são três, e dos pecados mortais, que são sete, quando a terra não repete que são mais. Me confesso o dono das minhas horas O das facadas cegas e raivosas, e o das ternuras lúcidas e mansas. E de ser de qualquer modo andanças do mesmo todo. Me confesso de ser charco e luar de charco, à mistura. De ser a corda do arco que atira setas acima e abaixo da minha altura. Me confesso de ser tudo que possa nascer em mim. De ter raízes no chão desta minha condição. Me confesso de Abel e de Caim. Me confesso de ser Homem. De ser um anjo caído do tal céu que Deus governa; de ser um monstro saído do buraco mais fundo da caverna. Me confesso de ser eu. Eu, tal e qual como vim para dizer que sou eu aqui, diante de mim!