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Mostrando postagens com o rótulo Richardson Nochelli

A Espera, Richardson Nochelli

Estátua de Brigitte Bardot - Búzios, RJ Dizem, e quem sou eu para desdizer, que há tempos ela está ali, imóvel, os pés tocando o mar, os olhos perdidos no horizonte e um breve sorriso misterioso nos lábios. Dizem, como eu disse, que faz mais tempo que o próprio tempo, de uma época em que o mundo fazia sentido, e os sentimentos eram verdadeiros e quem seria eu, novamente, para negar? Tudo não passou de um caso de amor, é o que falam, e, eu me pergunto, há nesta vida algum caso que não seja de amor?             Conta a lenda que a pobrezinha que ali está se condenou pelo amor de um marinheiro valente e belo guerreiro, mas desses sem rumo nem dinheiro, desses que, como tantos outros, lhe prometeu o mundo, mas que só lhe deu o mar, salgado e profundo, a banhar-lhe os pés descalços, pela ação do tempo, sempre a esperar.

Gula, Richardson Nochelli

  Se soubesse o tamanho da minha fome não se arriscaria servir-se de bandeja ao meu desejo. Se entendesse o anseio ardente de ti que me corroe, não deixaria sequer um dedo a mostra em minha presença. Devoro-te! Alimento-me de teus desejos, incorporando-os aos meus e sou agora um amontoado de alucinações, vive em mim como uma praga desejada, como a peste convidada, como a morte bem vinda.

Espetáculo,Richardson Nochelli.

Prepararei para ti a mais bela surpresa que podes ter irei até a sua casa, até a sua bela sala e lá farei o meu show me espatifarei como vidros de um espelho quebrado e jorrarei meus fluidos em suas coisas, em seus casos serei um misto de sangue, cérebro, sêmen e suor, misturando com a cor de sua parede serei a praga escorrendo eternamente em suas veias serei a droga injetada em seu sangue, em seus olhos, em sua alma tentarás me limpar, mas será impossível, pois estarei mais que colado, farei parte da sua morada serei a voz em sua cabeça a gritar maldições, a te tirar o juízo serei a mão a puxar teus pés nas noites de insônia serei o mal que te persegue, sempre e sempre, tão belo e mortal que nunca saberás se me amas ou me odeias serei teu presente, como sou teu passado, serei teu futuro, assim como sou teu fim. Muito obrigada Rick, beijo pra você.

Quarta-feira em poesia -

Aquela Que Não Vem Richardson Norchelli Brinco neste barco em busca da rebuscada chama que ama em meu coração. Ação, reação e retração, fujo, e julgo o que sinto, minto, e me sinto perdido. Dói, dói muito, tanto tento ser astuto neste mundo onde o absoluto não passa de um sonho. Ponho em suas mãos meus planos, que através dos anos, me fez um caçador. E o ardor que não cessa, e o fulgor que não passa, e a dor... que retorna. Busco você tentando ser um ser melhor sendo sempre certo e reto. Torno meus pensamentos em atos todos para seu deleite, para seu delito e para seu espanto. Tanto quero ter você que me perco entre os porquês entre os tornos entorno deste sentido. Sentindo um lixo, jogado aos seixos, batendo o queixo no frio da solidão. É a pressão, a opressão, a depressão já nem são me sinto mais, e meus ais, meus uivos. Meu Deus, é o adeus, é o fim, é um enfim e um sem-fim de pesadelos que me assombram. Que me tomam, que me tornam o que não quero ser, ...