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Mostrando postagens com o rótulo Roberto Carlos

Ponga-La-Márcara! Ronaldo Wrobel.

Eu tinha sete anos quando minha tia resolveu levar a criançada para a praia e outro carro bateu na nossa traseira. Nada grave, apesar do estrago. Minha tia não teve culpa, mas o motorista do outro carro foi grosseiro com ela e a cena juntou gente. Cheguei em casa alvoroçado: meu primeiro acidente de carro! Contei os minutos para o Jornal Nacional, na esperança de ser notícia. O descaso do Cid Moreira me abalou até meu pai explicar que milhares de carros batiam uns nos outros e que acidentes só viravam notícia quando envolviam gente famosa ou muitas vítimas. Conclusão: eu deveria ficar famoso para ver meus acidentes na televisão. Enquanto a fama não chegava, tive que me contentar com dramas alheios. Terremotos, incêndios, atentados terroristas, catástrofes que deixavam o Cid Moreira triste e preocupado. Aos domingos, o Fantástico mostrava o Hélio Costa e a Sandra Passarinho de cachecol no inverno europeu, muito sérios, soltando fumaça pela boca, falando sobre Guerra Fria, mísseis n...

Depois do Terceiro Uísque, Aluízio Falcão

    Depois do terceiro uísque, qualquer paulista normal, com idade superior a trinta anos, passa a gostar de baladas de Roberto Carlos. A conclusão é também válida para acadêmicos de PUC/USP/UNICAMP, sociólogas descasadas, críticos pós modernos, jornalistas em geral.Dá-se, nesse momento, que o precioso líquido escocês, queimando nas fornalhas do metabolismo, ilumina uma zona escura de cérebro, onde secretamente habita nossa porção latino-brega. Afloram, de repente, canções baratas e adormecidas no inconsciente sob o véu de escrúpulos estéticos. Depois do terceiro uísque, ninguém é de ferro. Até o governador Mário Covas seria capaz de cantar, em lágrimas, "Os botões da blusa".       Não me perguntem detalhes da metodologia que usei par chegar a tais revelações. Este não é um texto científico e eu sou pago para escrevinhar amenidades. Não tenho comigo as planilhas. Mas, se a tanto for obrigado, posso exibi-las diante de um tribunal técnico. O máximo ...

Crônica cantada: A namoradinha de um amigo meu, Biquini cavadão

Namoradinha de Um Amigo Meu Roberto e Erasmo Carlos Estou amando loucamente A namoradinha de um amigo meu Sei que estou errado Mas nem mesmo sei como isso aconteceu Um dia sem querer olhei em seu olhar E disfarcei até pra ninguém notar. Não sei mais o que faço Pra ninguém saber que estou gamado assim Se os dois souberem Nem mesmo sei o que eles vão pensar de mim Eu sei que vou sofrer mas tenho que esquecer O que é dos outros não se deve ter Vou procurar alguém que não tenha ninguém Pois comigo aconteceu Gostar da namorada de um amigo meu. ********************* Vote no blog clicando no selo azul TopBlog do lado direito da tela. Obrigada pelo apoio.

Quarta-feira é dia de: Um Dia Daqueles, Maurício Pons.

UM DIA DAQUELES Maurício Pons O sujeito entra no escritório de registros autorais, despeja um calhamaço de papel em cima do balcão e fala ao atendente: - Bom dia. Quero registrar essa obra literária. - Foi o senhor mesmo quem a escreveu? - Não. Foi meu bisavô. Ele deixou pra mim em seu testamento. O atendente pega o enorme amontoado de folhas e o passa em revista. É um manuscrito, amarelado pelo tempo. Algumas folhas com sinal de que algumas traças andaram se banqueteando por ali. - Mas isso aqui está cheio de piadas. E piadas muito velhas, conhecidas, em sua maioria. - Sim, eu sei disso. Meu bisavô morreu há muito tempo. Eu mal o conheci. Ele escreveu essas histórias ainda muito jovem. - Histórias não, piadas. - Que seja. Então, vai registrar ou não? Até já paguei a taxa lá no banco. - Olha, receio não poder fazer isso. Você pode provar que foi teu parente o autor disso tudo? - Ué!? Ele assinou todos os textos, e a letra é dele. Quer prova maior que essa? E esse Joãozin...