Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Verão

Inverno de Uma Semana, Porã.

     Sou daqueles que têm as piores impressões do inverno. Não me venha com esse papo de “inverno inesquecível”, porque pra mim não cola. Todos os invernos são “esquecíveis”. É muito frio. Não dá. Poderia ser uma semana só, que já tava bom.      A estação gelada altera o humor das pessoas, e pra pior, é claro! São ondas intensas de mau humor em meio as massas polares. O bom dia, o sorriso, a gentileza ficam cada vez mais raros. Estamos todos carrancudos, contrariados, encarangados e retraídos por causa do frio. Não é uma estação simpática. Há quem goste e curta os prazeres do inverno.      Vinho, chocolate quente, lareiras em chamas, fondues e viagens à Serra... Isso é muito pouco perto do desconforto que nos traz o frio. Até pra fazer amor fica mais complicado. Bom é ter dinheiro pra curtir o verão no Hemisfério Norte, mas infelizmente, ainda não o tenho.      Acordar cedo é sacanagem. Faço...

Cajueiros de Setembro, Joaquim Cardozo

Cajueiros de Setembro, Cobertos de folhas cor-de-vinho, Anunciadores simples dos estios Que as dúvidas e as mágoas aliviam Àqueles que como eu vivem sozinhos. As praias e as nuvens e as velas de barcaças Que vão seguindo além rumos marinhos Fazem com que por tudo se vislumbrem Luminosos domingos em setembro, Cajueiros de folhas cor-de-vinho. Presságio, amor de noites perfumadas Cheias de lua, de promessas e carinhos, Vivas canções serenas e distantes, Cajueiros de sombras inocentes Debruçados à beira dos caminhos.   In:CARDOZO, Joaquim, Poesias Completas, Ed.Civilização Brasileira 1979  

Fechando Março e o Verão Com As Águas de Tom Jobim

Composta por Tom Jobim há 41 anos, foi eleita pela Folha de São Paulo (juri com jornalistas, músicos e  outros artistas) em 2001 como a melhor canção brasileira de todos os tempos.  Águas de Março, ganhou notoriedade na voz do autor e de Elis Regina. Música e literatura, nunca estiveram distantes e com a grande música de Tom Jobim não é diferente. A composição foi feita numa época em que o autor estava bastante triste, sentindo-se acabado como artista. Esse sentimento pessoal somado a um poema de Olavo Bilac: O Caçador de Esmeraldas ¹  e um ponto de macumba ² que lhe inspiraram, resultaram nessa beleza de música que você pode ouvir aqui com Maria Rita. (1) - Foi em março, ao findar da chuva, quase à entrada do outono, quando a terra em sede requeimada bebera longamente as águas da estação...  (Olavo Bilac) (2) É pau, é pedra, é seixo miúdo, roda a baiana por cima de tudo (Grav. J.B de Carvalho) Fonte: Como Surgiu a ...