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Mostrando postagens com o rótulo futebol

Circo de Coelhinhos, conto de Marques Rebelo

     Isabel, Beatriz dos olhos cor de mel, e Loló e Silvino, na farândola infantil dos meu amores,dançaram com Dodô e dois coelhos.      Sim, dois coelhos. Chegaram numa cesta de tampa em certo domingo morno de novembro, quando na casa de tia Bizuca, onde eu morava e que era o Andaraí, apontavam os ramos do pomar os primeiros sapotis inchados.      São de raça - disse seu Manuel, chacareiro, valorizando o presente que me trazia - Angorás legítimos - mostrava, suspendendo-os pelas orelhas, que ao meu protesto por tamanha barbaridade foi explicado ser o processo usual e correto de se pegar coelhos.      Angorás, ou não, jamais houve coelhos tão queridos, lindos que eu os achava, brancos, peludos, olhos vermelhos, orelhas róseas - dois amores.      Minha vida até aí era um suceder de brinquedos e mais brinquedos, pique, cabra-cega, traquinadas na chácara que subia até o morro, barulhentas correrias nas salas vazias ...

A Verdadeira História do Jogo de Futebol Que Envergonhou Os Nazistas, El País

  Pepe Gálvez e Guillem Escriche contam na HQ ‘A partida da morte’ a história real do jogo em que prisioneiros ucranianos derrotaram soldados alemães, recriada no filme ‘Fuga para a vitória’, que teve Pelé como ator. No álbum em quadrinhos   El partido de la muerte  (“A partida da morte)”, inédito no Brasil), o roteirista Pepe Gálvez e o desenhista Guillem Escriche descrevem uma história real de heroísmo frente à barbárie. Em 9 de agosto de 1942, em Kiev, disputou-se um jogo de futebol que fez murchar o sorriso hierático dos ocupantes nazistas. Dentro de campo eram 11 contra 11, mas a diferença de circunstâncias entre os dois times era enorme. A equipe local era formada por jogadores desnutridos, com profundas cicatrizes pela repressão, quase sem tempo de preparação e com o ódio de uma invasão genocida no seu cangote. Como diz uma das protagonistas da históra, eram “os restos de uma derrota”. Já a equipe visitante era um combinado preparado pela Luftwaffe com o único obj...

9 Livros Infantis Aprovados Por Theo, Meu Neto.

Theo, recentemente festejou seus 7 anos,com bolo de chocolate, parabéns virtual com avós, tios, primos e uma janelinha no imenso sorriso.  É meu neto e eu estava nessa felicidade também. O garoto é leitor voraz desde quando usava fraldas, cuida bem dos livros, relê sozinho ou acompanhado, sabe todas as histórias e personagens.  Da estantezinha de Theo, tirei 8 livros que ele gostou muito. O último da lista, ele ainda não leu. Está empacotado na minha casa. Vou levar aos Correios tão logo me sinta segura para sair.   Segue a listinha de Theo. Tenho Monstros Na Barriga e Tenho Mais Monstros na Barriga , Tonia Casarin  Vamos ajudar crianças a reconhecerem e entenderem melhor suas emoções? Tenho monstros na barriga – o livro narra a história do pequeno Marcelo, que diz sentir um monte de "coisas" desconhecidas na barriga. No decorrer da história, ele entende que essas "coisas" na verdade são as emoções e as chama de "monstrinhos". Com este livro,...

Negro Nascimento, Rodolfo Aureliano

De uma nação negra Nascimento do Passo Um corpo são O corpo e a mente sã De Edson Pelé Um corpo um arado na terra De uma nação negra Edson Arantes do Nascimento. De uma nação negra Um canto são A alma sã e o cantochão De Milton das Minas Das serras de milho e café A voz voz vinda do fundo da alma De uma nação negra Milton Nascimento. De uma nação negra Um jovem espírito são Não mais santo Pela indignação de toda uma nação Que lamenta nas minas E festeja nos estádios A cor negra da seleção A força do espírito negro De uma nação negra Abdias do Nascimento. De uma nação negra A mais bela América do Sul Embala todo seu povo negro Num frevo negro Num suor que alegra o chão Chão que saúda suado O pé descalço do negro A magia do frevo pernambucano A marca da luta da capoeira O compasso de uma nação negra Nascimento do Passo. (poema de 1978, publicad...

Contratado Pelo Sevilla Por Causa de Um Livro

   No futebol a maioria das negociações se deve pelos atributos técnicos do jogador. No entanto, o goleiro tcheco Tomás Vaclík foi contratado pelo Sevilla por um motivo extra-campo. Uma foto do jogador lendo um livro chegou até a diretoria do time espanhol, de modo que o clube se interessou em obter o atleta. Ele foi anunciado no time comandado por Pablo Machín em julho deste ano.     

Pra Não dizer Que Não Falei de Futebol, Artur Carvalho

     Eu nunca consegui ser um torcedor de futebol digno do nome. Um desses torcedores normais, entende? Que vai ao estádio gritar por seu time, ou pelo menos um desses que ficam em casa, assistindo aos jogos pela TV. Pra ser sincero, eu bem que tentei. Quando era moleque, fui até sócio da Torcida Jovem da gloriosa Associação Atlética Ponte Preta de Campinas. Mas eu não consegui pegar o jeito da coisa. Enquanto que para os meus companheiros a derrota da Ponte significava uma tragédia grega, para mim tanto fazia.       - Mas o que é que você está fazendo?       - Eu? Pedindo uma cerveja, oras.       - Mas como é que você pode pedir cerveja numa hora dessas?       - E o que é que você queria que eu pedisse? Cianureto?       - Bem, não deixa de ser uma idéia...       Mas esses torcedores assim, a gente...