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Mostrando postagens com o rótulo beijo

Dia do Beijo: poemas de Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade

  ❝ Esta noite Os teus beijos ardentes, Teus afagos mais veementes, Guarda, guarda-os, anjo meu; Esta noite entre mil flores, Um sonho todo de amores Nos dará de amor um céu! “ Machado de Assis, no livro “Toda poesia de Machado de Assis” Beijo-Flor Carlos Drummond de Andrade O beijo é flor no canteiro ou desejo na boca? Tanto beijo nascendo e colhido na calma do jardim nenhum beijo beijado (como beijar o beijo?) Na boca das meninas e é lá que eles estão suspensos invisíveis. Nota: Encontrei duas datas para o beijo: 13 de abril e 6 de julho. Não encontrei explicação para nenhuma delas.

Álbum de Família, Renato Teixeira

Álbum de família Vejo a vida e me espant o                                         Pois não compreendo Por que ela correu tanto Na manhã da vida De alma ensolarada Tudo era um querer De querer tudo E sem querer não querer nada Triste do retrato Que saudoso rememora Minha ingênua farda De soldado da escola Hoje já não tem Aquele mesmo resplendor Pois passou o tempo E ele também perdeu a cor A doce lembrança Que me invade sem receio Ouço a gritaria Da hora do recreio As meninas anjos A trocar as suas prendas Um beijo no Zé Gordo Entretido com a merenda Ana sabe tudo Era minha namorada E eu por minha vez Era perito em saber nada Dura tabuada Com seu conto em cada enredo Nela eu aprendi Como se faz corda nos dedos Nove vezes novembro Quase que me bota oco E hoje o resultado Deus no céu vale tão pouco Nada mais existe Do menino aprendiz Que levou a sério O que todo mundo diz Desb...

Amplexo, Marcelo Alencar

Mãe, me dá um amplexo A pergunta pega Cinira desprevenida. Antes que possa retrucar, ela nota o dicionário na  mão do filho, que completa o pedido:  - E um ósculo também. Ainda surpresa, a mulher procura no livro a definição das duas estranhas palavras. E encontra. Mateus quer apenas um abraço e um beijo.  Conversa vai, conversa vem, Cinira finalmente se dá conta de que o garoto, recém-apresentado às classes gramaticais nas aulas de Português, brinca com os sinônimos. "O que vai ser de mim quando esse tiquinho de gente cismar com parônimos, homônimos, heterônimos e pseudônimos?", pensa ela, misturando as estações. "Valha-me, Santo Antônimo!" E emenda:  - Pára com essa bobagem, menino!  - Ah, mãe, o que é que tem? Você nunca chamou cachorro de cão? E casa de residência? E carro de automóvel?  - É verdade, mas...  Mas a verdade é que Cinira não tem uma boa resposta.  - E meu nome é Mateus - ...

Drummond é grande e cabe...

O Mundo é Grande Carlos Drummond de Andrade O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. (No livro: Amar se aprende amando)