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Mostrando postagens com o rótulo Elza Soares

Deus Há de Ser, Pedro Luis, voz: Elza Soares

Clique na imagem para ouvir a música. Deus é Mãe E todas as ciências femininas A poesia, as rimas Querem o seu colo de madona A poesia, as rimas querem o seu colo de madona Pegar carona nesse seu calor divino Transforma qualquer homem em menino Ser pedra bruta nesse seu colar de braços Amacia dureza dos fatos Deus é Mulher Deus há de ser Deus há de entender Deus há de querer Que tudo vá para melhor Se for mulher Deus-há-de-ser Deus-há-de-ser Fêmea Deus-há-de-ser Fina Deus-há-de-ser Linda Deus-há de Ser Deusa Deus é Mãe Deus é Mulher - Elza Soares - Abril 2018 CD e Vinil  

Mané Garrincha

     "Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um dos seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos...Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho". Isto é de Carlos Drummond de Andrade, o maior poeta modernista brasileiro. E nunca foi lido pelo alagoano Amaro - analfabeto, bêbado,cafuzo e mulherengo. Porém, pai de Manoel Francisco dos Santos, o essencial Garrincha, um dos melhores boleiros do planeta, que nasceu em 28 de outubro de 1933, no distrito mageense de Pau Grande, no Estado do Rio de Janeiro.      Mané era o quinto filho de casa e a irmã mais velha, Rosa, vendo nele o passarinho indomável e de canto suave, passou a chamá-lo de Garrincha. E ele,  bem como o apelido, desde cedo mostraria o que lhe era de gosto e tem...

Crônicas da M.P.B:Meu Guri Chico Buarque com Elza Soares e

Meu Guri Chico Buarque Elza Soares e o Grupo de Teatro Nós no Morro Quando, seu moço, nasceu meu rebento Não era o momento dele rebentar Já foi nascendo com cara de fome E eu não tinha nem nome pra lhe dar Como fui levando, não sei explicar Fui assim levando ele a me levar E na sua meninice ele um dia me disse Que chegava lá Olha aí Olha aí Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri E ele chega Chega suado e veloz do batente E traz sempre um presente pra me encabular Tanta corrente de ouro, seu moço Que haja pescoço pra enfiar Me trouxe uma bolsa já com tudo dentro Chave, caderneta, terço e patuá Um lenço e uma penca de documentos Pra finalmente eu me identificar, olha aí Olha aí, ai o meu guri, olha aí Olha aí, é o meu guri E ele chega Chega no morro com o carregamento Pulseira, cimento, relógio, pneu, gravador Rezo até ele chegar cá no alto Essa onda de assaltos tá um horror Eu consolo ele, ele me consola Boto ele no colo pra ele me ninar De repente acordo, olho pro...