Tia Magdalena é das melhores lembranças que trago da infância. Foi companheira e confidente das travessuras do menino solitário rodeado de gente muito mais velha e dos altos muros que cercavam a casa dos avós na Vila Buarque. Colecionamos juntos marcas de cigarros que recebíamos das visitas, e, depois, no porão da casa, acabávamos sempre fumando toda a coleção. Essencialmente musical, escrevia bem e tinha o dom da sátira. Imitava com muita graça os outros; e os poemas onde retrata as fraquezas e o ridículo de pessoas e situações são peças dignas de serem assinadas por um Moacyr Piza ou por Juó Bananere. Ao lado desse aspecto curioso da personalidade, foi durante alguns anos a melhor aluna de piano de Marieta Lion. A peça “Noite de São Paulo” de Alfredo Mesquita, encenada no Municipal em 1936, é o divisor de ág...