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Mostrando postagens com o rótulo Menino

Motivo, poema de Guimarães Rosa

O menino foi andando entrou num elevador a casa virou montanha o luar partiu-a em três o menino saiu de selvas montado no gurupés adormeceu sobre neve despertou noutro cantar mas deu-se que envelhecera bem antes de despertar então ele veio andando só podia regressar ao porquê, ao onde, ao quando — a causa, tempo e lugar. – João Guimarães Rosa, do livro “Ave, palavra”. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 6ª ed., 2009. Imagem: Menino com cachorro, Portinari 1959

Menino, Fernando Sabino

                                                                                                                                             Menino, venha pra dentro, olhe  o sereno! Vá lavar essa mão. Já escovou os dentes? Tome a bênção a seu pai. Já pra cama!      Onde é que aprendeu isso, menino? coisa mais feia. Tome modos. Hoje você fica sem sobremesa. Onde é que você esta...

Menino, Cecília Meireles.

Na próxima sexta-feira dia 7.10, Cecília Meireles faria 112 anos. Pedi e a jornalista Lêda Rivas me disse o que tem na página 112 de um livro que ela tem em casa:  Menino Trouxe um menino. Apanhei-o no bazar de   ouro e prata , onde as joias são como as folhas das mangueiras: milhares, milhares. Tudo ensurdecia: pulseiras, campainhas, brincos e pingentes, argolas para os tornozelos, correntes com guizos, enfeites para tranças, corações com pedra sangrenta, diamantes para a narina. Mas eu só trouxe a criança. Apanhei-a entre os   carrinhos de comida , grãos dourados, gomos de cana, bolinhos fumegantes, frutos de toda casta, biscoitos de pistache e rosa, açúcar em nuvens de algodão. Trouxe o menino. Apanhei-o entre mulheres morenas, lânguidas, sonâmbulas. Entre velhos de barbas imensas, que recitam versículos. Entre mercadores distraídos, de cócoras, que fazem subir e descer douradas balanças. Montes verdes,...

Véspera de Fim de Mundo, não perca! a blogueira.

Charge de Jarbas, para o DP 20.12.12      Aproveito o último dia antes da eternidade, para falar abobrinhas.  Talvez não tenha mais oportunidade de dizer o que ninguém me perguntou e isso é triste, muito triste porque eu sou falante. Este blog, foi criado por brincadeira. Eu queria saber como mexer com esse recurso da comunicação virtual. Quando comecei, em 2008, o blog estava atrelado a uma comunidade do,naquela época, maravilhoso mundo do Orkut.       Oh, quanto tempo faz! Sim, o Orkut era uma sensação e eu fazia parte de uma comunidade desta sensação do momento que trocava livros para leituras.  O blog Livro Errante, está, pois quase fazendo 5 anos. A comunidade do Orkut, mudou de nome, passou por outras mudanças benéficas, mas continua com o mesmo objetivo: reunir virtualmente pessoas responsáveis que trocam livros para leitura.      Quando comecei por brincadeira, o blogger não disponibilizava recu...