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Mostrando postagens com o rótulo Paulo Leminski

Aviso Aos Náufragos, Paulo Leminski

Esta página, por exemplo, não nasceu para ser lida. Nasceu para ser pálida, um mero plágio da Ilíada, alguma coisa que cala, folha que volta pro galho, muito depois de caída. Nasceu para ser praia, quem sabe Andrômeda, Antártida Himalaia, sílaba sentida, nasceu para ser última a que não nasceu ainda. Palavras trazidas de longe pelas águas do Nilo, um dia, esta pagina, papiro, vai ter que ser traduzida, para o símbolo, para o sânscrito, para todos os dialetos da Índia, vai ter que dizer bom-dia ao que só se diz ao pé do ouvido, vai ter que ser a brusca pedra onde alguém deixou cair o vidro. Não e assim que é a vida? Fonte: Seguinte Imagem de: Zel Humor. 0 comentário

Adminimistério, Paulo Leminski

Imagem:Regina Porto Quando o mistério chegar, já vai me encontrar dormindo, metade dando pro sábado, outra metade, domingo. Não haja som nem silêncio, quando o mistério aumentar. Silêncio é coisa sem senso, não cesso de observar. Mistério, algo que, penso, mais tempo, menos lugar. Quando o mistério voltar, meu sono esteja tão solto, em haja susto no mundo que possa me sustentar. Meia-noite, livro aberto. Mariposas e mosquitos pousam no texto incerto. Seria o branco da folha, luz que parece objeto? Quem sabe o cheiro do preto, que cai ali como um resto? Ou seria que os insetos descobriram parentesco com as letras do alfabeto? Fonte: Revista Bula

Hai Kai, Paulo Leminski

HAI        Eis que nasce completo   e, ao morrer, morre germe,        o desejo, analfabeto,   de saber como reger-me,        ah, saber como me ajeito   para que eu seja quem fui,        eis o que nasce perfeito   e, ao crescer, diminui. KAI        Mínimo templo   para um deus pequeno,        aqui vos guarda,   em vez da dor que peno,        meu extremo anjo de vanguarda.        De que máscara   se gaba sua lástima,        de que vaga   se vangloria sua história,        saiba quem saiba.        A mim me basta   a sombra que se deixa,          o corpo que se afasta. Veja mais de Paulo Leminski aqui

A Lua Foi ao Cinema, Paulo Leminski

A lua foi ao cinema, passava um filme engraçado, a história de uma estrela que não tinha namorado. Não tinha porque era apenas uma estrela bem pequena, dessas que, quando apagam, ninguém vai dizer, que pena! Era uma estrela sozinha, ninguém olhava para ela, e toda a luz que ela tinha cabia numa janela. A lua ficou tão triste com aquela história de amor, que até hoje a lua insiste: – Amanheça, por favor!

Aniversariante em 15 poemas: Paulo Leninski

     Adoro conhecer escritor novo. E como tem gente boa por ai, gente! nunca vou dar conta de tanto livro e autor! Sempre vou me deparar com alguém de quem só conhecia um texto ou de quem nunca tinha ouvido falar. Paulo Leminski estava no primeiro grupo até ir, em  janeiro, pra casa de meu filho e ler um livro dele. Uaaaaaaaaaauu! Imagem de: Igor westphalen      Hoje, quando completaria 69 anos,  trago 15 poemas de Paulo Leminski. Duvido que você não goste. Bem no fundo No fundo, no fundo, bem lá no fundo, a gente gostaria de ver nossos problemas resolvidos por decreto a partir desta data, aquela mágoa sem remédio é considerada nula e sobre ela — silêncio perpétuo extinto por lei todo o remorso, maldito seja que olhas pra trás, lá pra trás não há nada, e nada mais mas problemas não se resolvem, problemas têm família grande, e aos domingos saem todos a passear o problema, sua senhora e outros pequenos probleminhas. ...

Traças e sorteios

Grupo virtual de leitores reunido desde 2008, sorteia mensalmente um livro entre seus integrantes. Neste primeiro semestre nove pessoas foram sorteadas e os títulos foram bem variados. Os sorteios são feitos de maneira informal: pelo papelzinho numerado, por site específico, pelo numero do celular. O importante é participar, pedir emprestado ou ler antes de entregar ao vencedor. Vício na leitura e brincadeira estão na ordem do dia dos integrantes do grupo.  Os livros sorteados até o momento foram: Em Janeiro A Casa , André Vianco Ganhador: Neto, do Espírito Santo Em Fevereiro Fabíola ou A Igreja das Catacumbas , Cardeal Wiseman Ganhadora: Suzie, do Rio Grande do Sul Amar, verbo intransitivo , Mário  de Andrade Ganhadora: Jussara, de Pernambuco Em Março Felicidade Demais , Alice Munro  Ganhadora: Rosa, de Goiás Em Abril Toda Poesia , Paulo Leminski Ganhador: Frank, de São Paulo Água Para Elefantes , Sara Gruen Ganhador: Neto, do Espírito Sant...

Para Que Leda Me Leia,Paulo Leminski

Leda e o cisne, Paul Prosper Tillier - 1860         para que Leda me leia precisa papel de seda        precisa pedra e areia para que leia me Leda        precisa lenda e certeza precisa ser e sereia        para que apenas me veja        pena que seja Leda quem quer você que me leia

O Luar de Janeiro é de 1º de Abril, Paulo Leminsk

        Aposto que amanhã vejo no Facebook  manchetes do tipo: "Deputado Feliciano renuncia", "Felipão convoca sete jogadores do Sport Recife" " Estudos científicos concluem que chocolate emagrece"...  Primeiro de abril sempre traz essas manchetes que a gente gostaria de ler como verdadeira s. Acho esse   um dia dos mais bobos já inve ntados mas, não podendo deixar passar em branco porque quero melhorar o acesso a meu blog   pesquisei a origem do 1º de Abril ,  trouxe uma charge antiga a respeito e finalizo com um óti mo poema de P aulo Leminski.  vez como aquela só mesmo a primeira mal cheguei a chorar uma lágrima inteira largue uma lágrima o primeiro que viu o luar de janeiro é primeiro de abril

Pequenas Doses de Paulo Leminski

S.O.S      não houve sim que eu dissesse que não fosse o começo      de um esse o esse Viver É Super Difícil      viver é super difícil o mais fundo      está sempre na superfície. Leite Leitura      leite, leitura letras literatura      tudo o que passa tudo o que dura      tudo o que duramente passa tudo o que passageiramente dura      tudo, tudo, tudo não passa de caricatura      de você minha amargura de ver que viver não tem cura.