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Mostrando postagens com o rótulo crônica esportiva

Heleno de Freitas, Antonio Falcão

    Na fantasia, o folclórico Neném Prancha, misto de filósofo e técnico, punha-se atrás de um tabuleiro  de laranjas como se fora vendedor no areal de Copacabana. E para cada garoto jogava uma fruta. Pela reação, separava o craque do cabeça-de-bagre. Heleno de Freitas, mineiro de 12 anos, amorteceu uma laranja na coxa, deixou-a cair no pé, fez embaixada, levou-a à cabeça, trouxe de volta ao pé, que deu ao controle do calcanhar. E Neném viu que descobrira o mais fino, inventivo e temperamental craque do País. Por isso, até a morte, Neném levou na carteira de cédulas a foto desse que brilharia como ninguém no Botafogo de Futebol e Regatas - muito mais que o fulgor da gloriosa estrela solitária do alvinegro carioca.     É exato, Heleno - nascido em São João Nepomuceno, em 12 de dezembro de 1920 - vivia no Rio em 33. Para a então capital do Brasil, a família se mudara quando morreu Oscar Freitas, negociante de café, casado com Maria Rita e pai de ...

Armando Nogueira.

Se você torceu o nariz supondo que eu  ia falar de futebol, lamento. Vou falar de Armando Nogueira que  não conheci pessoalmente mas por quem  tinha enorme carinho.  Presente da natureza, tenho alguma facilidade em sentir o  bom  caráter de pessoas sem  precisar necessariamente conhecê-las.  A.N  me chamava a atenção. Carregava consigo seriedade, bom humor e paz.   Jamais li nada contra ele, uma fofoquinha boba  ou  algo  mais forte. Nada. Pelo que de mal deixei de saber ele foi, vivo, o  que é agora: realmente um  cara bom. Sei mais de Armando Nogueira ligado ao  futebol. Não por que só  falasse disso, mas  porque o  esporte é que domina a cena. Transitou querido e respeitado entre vários atletas de várias modalidades, e tornou-se amigo de alguns.  Só descobri o excelente cronista Armando Nogueira quando, incentivada pelo meu cunhado predileto,lí o livro ...