Afirmam os entendidos que os ossos fósseis recentemente encontrados numa escavação feita em terras do município de Antares, na fronteira do Brasil com a Argentina, pertenciam a gliptodonte, animal antediluviano, que, segundo reconstituições gráficas da paleontologia, era uma espécie de tatu gigante dotado duma carapaça inteiriça e fixa, mais ou menos do tamanho de um Volkswagen, afora o formidável rabo à feição de tacape riçado de espigões pontiagudos. Calcula-se que durante o Pleistoceno, isto é, há cerca de um milhão de anos, não só gliptodontes como também megatérios habitavam essa região diabásica da América do Sul, onde - só Deus sabe ao certo quando, - veio a formar-se o rio hoje conhecido pelo nome de Uruguai. Ignora-se, todavia, em que época da era cenozoica surgiram naquela zona do Brasil meridional os primeiros espécimes do Homo Sapiens. Tudo nos leva a crer, entretanto, que esse problema jamais tenha preocupado os antarenses. O que até hoje ainda os deixa ocasion...
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