Pão e circo. É isso o que Roma oferece para os seus pobres. Pão para o estômago faminto. Circo para as almas vazias. Andar pelas ruas da cidade é o que fazem milhares de molambos humanos. Aprígio é só mais um. Seu corpo come o pão. Seu espírito esvazia-se no circo. No circo ele aprendeu que a vida vale um polegar apontando para cima ou para baixo. Nem abdomens abertos, nem cabeças decapitadas, nem corpos mutilados ou um oceano de sangue conseguem sensibilizá-lo mais. A primeira morte foi difícil segurar no peito. As dezenas de outras, não o incomodam nem um pouco. Não quer ser gladiador porque teme a inteligência humana. O gladiador experiente luta com a mente, não com os músculos, como a multidão acredita. Ele ainda é muito jovem para ser um gladiador. Seria morto nas primeiras lutas. Por isso prefere ser um bestiarii. Os animais pensam com os músculos, por isso é tão fácil matá-los. Apesar de ser filho da miséria,...
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