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Mostrando postagens com o rótulo José de Alencar

Zelos,José de Alencar

Tenho ciúme Ciume,Edvard Munch   Do ar que gira E que respira O teu perfume. Tenho ciúme Da luz que bebe Nos olhos d'Hebe O brando lume. Tenho ciúme Desse retiro Que ouve o suspiro Do teu queixume. Tenho ciúme Da flor, senhora, Que em ti adora Celeste nume. Tenho ciúme De quanto existe Que me fez triste E me consome. Cidade do Rio, 25 de fevereiro de 1889. Fonte: www.antoniomiranda.com.br Imagem: Ciume  - 1934/35 Óleo sobre tela 78x117cm, Munch musset, Oslo 

Quem é Menos Chato? Machado de Assis ou José de Alencar

                        H á mais de dez anos, ao mediar uma oficina de leitura e escrita, um voraz leitor de Harry Potter me perguntou: “Qual é o autor menos chato: Machado de Assis ou José de Alencar?” A questão me intrigou: o que acontecia nas aulas de literatura daqueles estudantes para que os dois autores fossem considerados “chatos”? Durante oito anos investiguei, por meio de questionários e entrevistas com mais de 80 professores e 290 alunos, suas práticas de leitura literária. O cenário é preocupante. Na maioria das aulas, o trabalho com o texto é substituído pela memorização dos períodos históricos literários e das características de época. Além disso, a leitura dos clássicos, difícil sem uma mediação adequada, dá lugar à leitura de resumos, que obviamente não dão conta dos romances estudados.   Por outro lado, a pesquisa constatou que os alunos leem! Talvez não aquilo que seus professores gostariam, m...

Aniversariantes de Maio(1) José de Alencar

Olhos Negros José de Alencar. Aniversário: 1 de maio José de Alencar Eu tenho meus olhos negros Desta minh'alma o condão, É por eles que inda vivo E que morro de paixão. São negros, negros, tão lindos! Porém que maus que eles são! Muito maus! Nunca me dizem O que bem sabem dizer; Não me dão uma esperança E nem ma deixam perder; Andam sempre me enganando, Têm gosto em ver-me sofrer. Por mais terno que os suplique,  Não se condoem de mim; Às vezes fitam-me a furto,  Porém nunca dizem sim.  Ah! olhos negros tão maus,  Nunca vi outros assim. Não quero mais estes olhos! Amo agora umas estrelas Que brilham num céu de anil; Sem receio de ofendê-las, Bebo a luz dos olhos seus; Só vivo agora de vê-las.   Fonte: www.antoniomiranda.com.br Imagem: Alexandre Zaparini