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Mostrando postagens com o rótulo nazismo

Assim Começa a Leitura de Março no Clube Livro Errante

  E tinha muito mais: atônitos, descobrimos que nos arquivos federais em Berlim está guardado um documento antes secreto, com o título “Guayana-Projekt”, no qual o especialista em Amazônia e Untersturmführer da SS, Schulz-Kampfhenkel, recomenda explicitamente a invasão e a conquista da Guiana Francesa. Para ele, não era aceitável que a Inglaterra tivesse a Guiana, com sua capital Georgetown; que a Holanda fosse dona do Suriname; nem que os franceses possuíssem a Guiana Francesa, com sua capital Caiena, enquanto a Alemanha não tinha nenhuma base naquela região tão estratégica e rica em minerais. “A tomada das Guianas é uma questão de primeira importância por razões político-estratégicas e coloniais”, afirma ele. Em carta ao Reichsführer da SS, Heinrich Himmler, de 26 de abril 1940, Kampfhenkel dá ainda a receita para a fácil conquista daqueles territórios: a aliança com os indígenas e o aproveitamento das boas relações com o Brasil, cujo presidente, Getúlio Vargas, segundo ele, seri...

O Que Aprendi Em: Amor e Memória livro de Ayelet Waldman

Cada livro lido gera uma série de anotações para onde depois volto e analiso. Procuro no mapa as cidades citadas, palavras novas ou noutro idioma, rituais, objetos, pessoas citadas, fatos... cada livro me deixa um aprendizado além do prazer da leitura em si. É como um bônus. Considerando assim, achei por bem compartilhar aqui no blog os "bônus"  que recebi de cada livro.  Começo com: Amor de Memória , Ayelet Waldman Ed. Casa da Palavra - 2014 Um deslumbrante medalhão e três homens: um capitão de infantaria americano; um israelense negociador de obras de arte roubadas pelos nazistas; um psiquiatra pioneiro de Budapeste do fim do século XIX. Suas vidas pacatas são viradas de cabeça para baixo por três mulheres fortes e independentes. Uma história de personagens brilhantes,  Amor e memória  é um belíssimo romance de Ayelet Waldman: uma obra ricamente detalhada que levanta questões difíceis sobre o valor das coisas preciosas num momento em que a própria vida parece sem v...

E Se Hitler Fosse Um Pacato Padre?

              Será que o jovem Marty McFlay ( Michael J Fox) existiria se o pai de Lorraine não tivesse atropelado George?              Será que o Brasil não teria sido colônia portuguesa se Cabral tivesse acertado o caminho para as índias?               E se Hitler  fosse  um pacato padre? Perguntas assim já foram feitas e continuarão a povoar nossas mentes sempre que a gente quiser  "corrigir" algo do presente. É meio infantil, é verdade, mas é humano, também, imaginar que basta mexer no passado, como no filme De Volta Para o Futuro, para o Brasil ter outro colonizador ou evitar o holocausto.  O Livro Secreto, de Grégory Samak traz de forma romanceada um assassinato que aconteceu na Alemanha e que seria a redenção de boa parte da Europa do passado... Uma leitura imperdível.  Mas se você ...

No cinema:A menina Que Roubava Livros

     Lembram daquela menina que junto com o irmão foi mandada pela mão para uma cidadezinha alemã para s  para uma família, que era paga pra criá-los?  No trajeto o garoto morre e quem faz o enterro  deixa cair na neve um livro que a irmã apanha e leva consigo mesmo não sabendo ler.  Lembram que a menina chama-se Liesel e que o autor da história faz com que seu pai adotivo a alfabetize  e ele passa a ter uma ligação forte e personalíssima com os livros e nunca se separou daquele primeiro livro que apanhou da neve e que passou a ser seu único vínculo com a família etc e tal?  Ok, vai lembrar que estou falando de A Menina Que Roubava Livros . Pois bem  a gente sabe que esse livro de Markus Susak, está com mais de 2 milhões de exemplares vendidos no Brasil e é sucesso também nos USA. Na lista dos mais vendidos do New York Times, consta como primeiro há 280 semanas.   Isso é pouco?  Então, para quem, como eu, gostou do liv...

Libertação - Sándor Márai

Companhia das Letras,  lança agora o pequeno volume intitulado Libertação , escrito durante o mês de agosto de 1945, ainda sob o calor da guerra, porém só publicado após a morte do autor. Em meio a uma Budapeste cercada pelas tropas soviéticas e devastada por incessantes bombardeios, Erzsébet, a protagonista, procura um abrigo para proteger o pai, famoso astrônomo e matemático conhecido por suas posições antifascistas. O desmoronamento do totalitarismo nazista intensifica o clima de perseguição e eliminação de inimigos de todas as matizes, de judeus a simples liberais. Com a cidade ocupada pelos alemães, tanto a Gestapo quanto os fascistas húngaros ansiavam por colocar as mãos sobre o renomado cientista. Erzsébet, movida pelo desespero, recorre a uma personagem denominada apenas como o adventista a fim de ocultar o pai. Depois de 10 meses de fuga, o cientista fica emparedado em um recinto semelhante a um túmulo.(do Jornal  do Brasil)