Fui mirar-me num espelho e era meia-noite em ponto. Caiu-me o cristal das mãos como as lembranças do sono. Partiu-se o meu rosto em chispas como as estrelas num poço. Partiu-se meu rosto em cismas - que era meia-noite em ponto. Dizei-me se é morte certa, que me deito e me componho, fecho os olhos, cruzo os dedos sobre o coração tão louco. E digo às nuvens dos anjos: "Ide-vos pelo céu todo, avisai a quem me amava que aqui docemente morro. "Pedi que fiquem amando meu coração silencioso e a música dos meus dedos tecida em tanto sonho. "De volta, achareis minha alma tranquila de estar sem corpo. rebanhos de amor eterno passarão pelo meu rosto."