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Crônica Cantada: Bela Inês, Alceu Valença


Uma musa matriz de tantas músicas
Melindrosa mulher e linda, e única
Como o lado da Lua que se oculta
Escondia o mistério e a sedução
Comovida com a revoluçãoDe Guevara, Camilo e SandinoEscutou meu Espelho CristalinoViajou nosso sonho libertário
Bela Inês, com seu peito de operárioA burguesa que amava o Capitão
Acontece que a história não tem pressaE o amor se conquista passo a passoO ciúme é a véspera do fracassoE o fracasso provocar o desamor
Bela Inês teve medo do condorQueimou cartas, lembranças do passadoE nessa guerra de Deus e do diaboEntre fogo cruzado desertou
Bela Inês, com seu peito de operárioNão me esconde seu ar conservador
Mas eu tenho um espelho cristalinoQue uma baiana me mandou de MaceióEle tem uma luz que me alumiaAo meio dia clareia a luz do Sol
Olha que eu tenho um espelho cristalinoQue uma baiana me mandou de MaceióEle tem uma luz que me alumiaAo meio dia clareia a luz do Sol
Acontece que a história não tem pressaE o amor se conquista passo a passoO ciúme é a véspera do fracassoE o fracasso provocar o desamor
Bela Inês teve medo do condorQueimou cartas, lembranças do passadoE nessa guerra de Deus e do diaboEntre fogo cruzado desertou
Bela Inês, com seu peito de operárioNão me esconde o seu ar conservador
Mas eu tenho um espelho cristalinoQue uma baiana me mandou de MaceióEle tem uma luz que me alumiaAo meio dia, clareia a luz do sol
Apesar dos pesares não esqueceNosso sonho real e atrevidoBela Inês tem o peito divididoEntre o porto seguro e o além-mar
Mas eu tenho um espelho cristalinoQue uma baiana me mandou de MaceióEle tem uma luz que me alumiaAo meio dia clareia a luz do Sol
Olha que eu tenho um espelho cristalinoQue uma baiana me mandou de MaceióEle tem uma luz que me alumiaAo meio dia clareia a luz do Sol
Mas eu tenho um espelho cristalino

Álbum: Leque Moleque. Ano 1987


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