Terminava a primeira parte do espetáculo quando D.Olímpia entrou no circo pelo braço do pai. Havia uma grande enchente, o público vibrava ainda sob a impressão do último trabalho exibido,que devia ter sido maravilhoso, porque o entusiasmo explodia por toda a platéia e de todos os lados gritavam ferozmente: "Scott! À cena Scott" Dois sujeitos de libré azul com alamares dourados conduziam para o interior do teatro um cavalo que acabava de sair. Muitos espectadores, de chapéu no alto da cabeça, estavam de pé e batiam com a bengala nas ostas das cadeiras; das galerias trovejava barulho infernal e, por entre aquela descarga atroadora, só o nome do idolatrado acrobata sobressaia exclamado com delírio por mil vozes: "Scott" Scott" Olímpia sentiu-se aturdida; o pai, no íntimo, arrependia-se de lhe ter feito a vontade, cansentindo em levá-la ao circo; mas o médico recomendara tanto que n...
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