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Mostrando postagens com o rótulo artigo

5 Lições Que Aprendi Com as Minhas Metas de Ano Novo, Suzana Valença

  Eu gosto de fazer metas de ano novo. Já faz muito tempo que eu escrevo listas do que quero realizar, reflito sobre o que eu consegui ou não anteriormente, e penso sobre o que aprendi no processo. Ao longo dos anos, notei que eu cumpro uns 70% das metas. Os outros 30% vão ficando pelo caminho. De 70 em 70, eu fico satisfeita com meu progresso. Notei também que vou me conhecendo melhor, lendo  mais sobre o assunto e entendendo como fazer metas melhores.  É o resultado desses anos de aprendizados que eu quero dividir com você hoje. Não lembro onde li, mas concordei imediatamente, que a vida não pode ser uma longa lista de tarefas a cumprir. Eu gosto das metas, mas entendi que elas têm uma importância parcial. Ou melhor, elas podem ser muito importantes, mas apenas se estiverem em sintonia com o que é realmente significativo para você. Daí vem o primeiro grande aprendizado: 1 - Defina seus valores de vida antes de pensar em metas Eu gosto de usar a meta “ter barriga tanquin...

Vote! artigo de Raquel de Queiroz

     “Não sei se vocês têm meditado como devem no funcionamento do complexo maquinismo político que se chama governo democrático, ou governo do povo. Em política a gente se desabitua de tomar as palavras no seu sentido imediato. No entanto, talvez não exista, mais do que esta expressão nenhuma nas línguas vivas que deva ser tomada no seu sentido mais literal: governo do povo. Porque, numa democracia, o ato de votar representa o ato de fazer o governo.      Pelo voto não se serve a um amigo, não se combate um inimigo, não se presta ato de obediência a um chefe, não se satisfaz uma simpatia. Pelo voto a gente escolhe, de maneira definitiva e irrecorrível, o indivíduo ou grupo de indivíduos que nos vão governar por determinado prazo de tempo.      Escolhem-se pelo voto aqueles que vão modificar as leis velhas e fazer leis novas - e quão profundamente nos interessa essa manufatura de leis! A lei nos pode dar e nos pode...

Hoje é dia de: Rachel - Correspondência

Correspondência Rachel de Queiroz     Chega-se de viagem e o amontoado de correspondência nos espera – parece que está crescendo, ou será ilusão de vista, filha do sentimento de culpa? Êsse problema de cartas, para o pobre escritor brasileiro, é dos mais sérios. Respondê-las tôdas seria impossível. E, por outro lado, não há por cá o hábito de encarregar secretários da nossa correspondência particular; a tendência do correspondente seria ressentir-se, ao receber uma folha de papel formal e datilografada por terceiro, em resposta à sua cartinha espontânea e pessoalíssima. Aliás – começa que nem temos secretários. Pelo que sei, só artistas de rádio se podem, entre nós, dar êsse luxo...     Depois – a maioria esmagadora das cartas que recebemos tratam de assunto que secretário nenhum pode resolver: pois, sem exagêro, 90% dos que nos procuram, o seu fim principal é êste: mandar uma amostra do que escrevem e pedir ao jornalista a quem se dirigem uma pala...