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O Filho de Pai D'égua, Ignácio de Loyola Brandão

BELÉM - Inverno na cidade. O termômetro bate nos 37 graus. No entanto, os belenenses informam: quente mesmo é julho! A chuva diária, com horário, não existe mais. Desapareceu, assim como sumiu a garoa paulistana. Afirmam os paraenses que a culpa é dos desmatamentos, das agressões que o homem tem feito à natureza. Antigamente gostavam de dizer: me encontre antes da chuva. Ou depois. Acabou. Ainda bem que as mangueiras permanecem. As ruas são sombreadas por imensas árvores, coalhadas de frutos, começam os suplícios dos motorizados e a alegria da meninada. Eu estava com Ivana, jornalista da TVE, dando voltas e, cada vez que parávamos, eu dizia: "Estacione ali! É uma bela sombra. "E ela retrucava: "Olha as mangas!"      Os frutos caem sobre os capôs e para-brisas, produzem mossas, arrebentam vidros. Os moleques correm e comem. Portanto, a cidade vive um dilema: mangueiras ou carros? Malandros quebram para-brisas, sujam de mangas, ficam por perto e avisam: em aqui pe...