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Mostrando postagens com o rótulo Mãe

Minha Mãe, Jorge Mautner e Cesar Lacerda

Quando eu fico muito triste Eu pego a fotografia da minha mãe E aperto bem forte no meu peito Minhas mãos param de tremer Segurando a fotografia E meu coração bate mais forte Mas não é mais uma dor que eu sinto Eu me transformo Possuído de alegria que invade a mim E todo esse recinto E que não tem explicação E eu choro de alegria Rezando aos pés de Nossa Senhora Aparecida Minha mãe me deu a vida E sempre ela me dará a vida Minha mãe me deu a vida E sempre ela me dará a vida Mas não é mais uma dor que eu sinto Eu me transformo Possuído de alegria que invade a mim E todo esse recinto E que não tem explicação E eu choro de alegria Rezando aos pés de Nossa Senhora Aparecida Minha mãe me deu a vida E sempre ela me dará a vida Minha mãe me deu a vida E sempre ela me dará a vida Ouça aqui Album: A Pele do Futuro, Gal Costa (2018) Grav. Biscoito Fino. Imagem: Mauro,  www.magiadoaxe.com.br

Atrocidades demais... desisto, Regina Porto

Amigos, o blog trouxe textos diversos que estavam programados desde o começo do ano. Quando o isolamento começou, comecei com ele a buscar material para terminar as postagens do semestre. Gosto muito de procurar novos textos e autores e esse trabalho foi até terapêutico para mim .  Mas isso foi até ontem quando, já vindo de notícias ruins e assustadoras diariamente divulgadas, me deparo com a personificação da frase de Caetano Veloso: "tudo demorando tanto em ser tão ruim" na dor de uma mãe pobre que perde o filho de 5 anos.   Não me sinto mais com a menor condição de digitar alguma poesia quando penso naquela mãe.  Não vejo poesia alguma em tamanha dor.    Qualquer dia eu volto.

Mãe É Quem Fica, Bruna Estrela

           Mãe é quem fica. Depois que todos vão. Depois que a luz apaga. Depois que todos dormem. Mãe fica.      Às vezes não fica em presença física. Mas mãe sempre fica. Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. Uma parte sempre fica.      Fica neles. Se eles comeram. Se dormiram na hora certa. Se brincaram como deveriam. Se a professora da escola é gentil. Se o amiguinho parou de bater. Se o pai lembrou de dar o remédio.      Mãe fica. Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.      É quando a gente fica que nasce a mãe. Na presença inteira. No olhar atento. Nos braços que embalam. No colo que acolhe.      Mãe é quem fica...

Segunda-feira poética: Palavras Para Minha Mãe, José Luis Peixoto

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz. sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente. pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente. às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo, a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. lê isto: mãe, amo-te. eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes. José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"

Querido Theo (postagem excepcional)

                                              "Um bebê muito amado e querido por todos vem para  bagunçar!                                          THEO   está chegando".  (Seu pai)                                          Olhem, a calcinha bunda rica, vai ficar pra depois!!!! (Sua mãe)           ...

Minha Mãe, Padre Daniel Lima

Poemas Minha mãe era feita de incertezas. tecida de solidão de infindas luas. Nunca assentou seu coração viajeiro de medo de esquecer o fim da viagem. Não dormia, sonhava, Vivia os sonhos acordada e louca e amava a vida com tal ódio e paixão, que até se percebia nos seus olhos, nas mãos, nos gestos na vontade de ser e o desespero de não ser nunca e ainda. E eu perguntava coisas E ela não respondia, apenas navegava incertos mares, guiada por estrelas que eu não via. Minha mãe era feita de incertezas mas, por certo, sabia o que queria. (Pe.Daniel Lima, prof. de Filosofia da UFPE, faleceu em abril de 2012 aos 95 anos) ________________________________________________________________________________________

Velha História, Mário Quintana -Conto infantil

     Era uma vez um homem que estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitadinho. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente.      E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos Elevadores. Pelos cafés. Como era tocante vê-los no "17"! - o homem, grave de preto, com uma das mãos segurando a xícara do fumegante café, com a outra lendo jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico tomava laranjada por um canudinho especial...      Ora,um dia o homem e o peixinho passeavam na margem do rio onde o segundo dos dois fora pesca...