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Mostrando postagens com o rótulo opinião

A Fé E As Obras, Leandro Karnal

  J esus salvou todos. Para acessar a assembleia dos eleitos, a fé é o ticket. Solo fide, apenas a fé, proclamaram muitos reformadores religiosos do século 16. Lutero buscou a base em  Hebreus 10,38 : o justo viverá pela fé (também na  Epístola aos Romanos  e em outros trechos).        Os católicos valorizam a fé. Porém, a salvação passa pelas obras boas que evidenciem sua crença. A epístola do apóstolo Tiago enfatiza no capítulo segundo: a fé sem obras é morta. Lutero desconfiava desse trecho (epístola de palha, ele dizia). Chegou a querer afastar a carta do cânone do Novo Testamento. Tiago está próximo de uma concepção religiosa judaica: a prática correta da vida e de ações éticas. O princípio se chama ortopraxia. A  Bíblia  apresenta muitas concepções ao longo dos séculos em que foi redigida, com disputas entre grupos e diversas elaborações teológicas. Para um historiador, isso é a riqueza do texto.     ...

Por que Seres Humanos Não Mudam de Ideia Mesmo Quando Estão Errados? Suzana Valença

       Você está conversando com um grupo de amigos e um deles começa a defender algum argumento político completamente errado. Mas não uma ideia que é ruim porque você acha que ela é ruim. Algo errado mesmo. Então você apresenta os dados científicos, históricos e estatísticos para provar que aquela ideia não está certa. A pessoa não se convence. Você começa a perder a paciência.   “Não é uma questão de opinião, é um fato”. Mas a pessoa insiste. Apela para o “isso é fake news”. O que você faz? Cientistas explicam porque é tão difícil mudar de ideia mesmo sabendo que elas estão erradas Clay Johnson, no livro  A Dieta da Informação , fala sobre como  quanto menos um argumento político é baseado em fatos, mas difícil é mudar esse argumento usando fatos.  Não é louco isso? Pensamos que é o contrário, mas não é. Se eu estou decidindo em que restaurante ir, mas não conheço muito nenhum deles, quanto mais eu souber sobre os estabelecimentos mais minha o...

Orgulho de Estar Na Rabeira, ou pernambucanidade inútil. Regina Porto

      Pernambucanidade, orgulho de ser nordestino, Eu Amo Recife: todas são bem sucedidas campanhas   publicitárias com o objetivo de vender algum produto ou ideia. As três campanhas têm em comum o ufanismo e   nossa conhecida  mania de grandeza. Não vou me ater às questões de Marketing. Não é meu objetivo. Penso é no ufanismo: sempre utilizado, incentivado, quando há uma necessidade.            Vejo na imprensa local   uma preocupação enorme em destacar Pernambuco e não   considero isso incorreto.   Às vezes é engraçado   ler, por exemplo: ” Pernambucano   faz a travessia do canal da mancha   em 10 minutos”, aí vou ler a notícia completa e descubro que, nessa ocasião,   1 00 pessoas   fizeram o mesmo percurso em 9 minutos.   Para continuar a rir, procuro e não encontro a notícia nos jornais de maior porte . Quando muito, encontro, sem destaque al...

Fernando Pessoa, O que gosto dele?

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus. Fernando Pessoa/Alberto Caeiro; Poemas Inconjuntos; Escrito entre 1913-15; Publicado em Atena nº 5, Fevereiro de 1925 Livro Errante, não pretende "homenagear" Fernando Pessoa. Tudo já foi feito em todos os lugares e sempre, principalmente em seus muitos aniversários de morte e nascimento.        Então, já que os quatro,Alberto Caeiro,Ricardo Reis Álvaro de Campos capitaneados por Fernando Pessoa, tomaram para si todos os dias que vão de 13 de junho (1888 nascimento em Lisboa) até 30 de novembro (1935, morte em Lisboa), vamos também tomar este espaço, sem data para terminar. Coloque aqui, o que você gosta tanto desse múltiplo e tão fantástico português amado por todos.