Quebraram a chave da gaiola João Cabral quando jogador. e os quadros-negros da escola. Rebentaram enfim as grades que os prendiam todas as tardes Nos fugitivos, é a surpresa, vendo que tomaram-se as rédeas (dos técnicos mudos, mas surpresos brancos, no banco, com medo). Estão presos os da outra gaiola que não souberam abrir a porta: ou não o puderam, contra o jogo dos que estavam de fora, soltos. De certo também são capazes de idênticas libertinagens uma vez soltos, porém como se liberar daquele tronco em que os aprisionaram os táticos argentinos, também gramáticos. E enquanto os fugitivos seguem com a soltura, a sem lei que os regem, nos bancos é uma a indignação: dos que vão vencendo e dos que não: “Voltamos ao futebol de ontem? Voltou a ser um jogo dos onze Voltou a ser jogar de pião? Chegou até cá a subversão? Como é possível haver xadrez Sem gramática, bispos, reis?” Fonte: Carta Maior Imagem: Futebol e Poesi...
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