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Mostrando postagens com o rótulo insegurança

Vamos Pensar? Alice No País das Maravilhas, Lewis Carrol (5)

     "Amas-me? Perguntou Alice.      Não, não te amo! Respondeu o Coelho Branco.     Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.      Vês? Retorquiu o Coelho Branco.    Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.     Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.     Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.     Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-t...

Dejeto, Marcelo Valença

Sempre que falas  Tuas poucas palavras Não têm amor És de um inverso Ao sério Amargo e vão Só te contentas Com o escárnio Vil e cruel Sustento novamente um triste ser Cansado e entorpecido sem saber De todas as revoluções que o mundo dá Quando é que a tua vai passar Sempre que gritas Tuas ordens pálidas Não tens amor És um repúdio Um tédio Um mal-humor Só te orientas Por mentiras E por papel Sentindo um antigamente florescer No peito de quem julga sem saber Tanta revolução no mundo há Quando é que a tua vai passar? Sempre que calas - Não tens amor Te mostro o espelho Te leio Não tens amor Te jogo na cara Teu erro Não tens amor Sustento ativamente um livre ser Perfeita discordância de você Tantas revoluções o mundo dá Decerto a tua vai passar

Mil Dias Em Veneza, Marlena de Blasi

Quando compreendi que era eu, eu mesma, quem tinha de construir a casa com as janelas douradas, pus mãos à obra. Curei dores de amor, aprendi a fazer pão, criei filhos, inventei uma vida que me proporcionava bem-estar. E agora estou escolhendo deixar essa vida para trás. Permito-me recordar meus medos avassaladores quando as crianças eram pequenas, as fases de penúria, as vezes em que pedia aos deuses mais tempo, para ser forte e ter saúde suficiente para cuidar dos meus filhos, para vê-los crescer mais um pouco. Não é isso que as mães solteiras fazem? Temos medo de que alguém mais fortes do que nós leve embora nossos bebês. Temos medo de que alguém julgue gravemente errado o trabalho e as escolhas que fazemos. Já somos exigentes o bastante com nós mesmos. E, mesmo em nossos pontos fortes, os outros apontam nossas falhas. No máximo somos parcialmente boas. Tememos a pobreza e a solidão. Uma Nossa Senhora, com crianças a seus pés. Tememos o câncer de mama. Sentimos os medos d...