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Mostrando postagens com o rótulo Xangô

Nascido em 23 de Maio: Carlos de Assumpção

Raízes Para Aristides Barbosa Estou de volta pra casa Estou de volta a meu lar A vida aqui tem sentido Aqui é que é meu lugar   Oxum passeia na praça Xangô conversa no bar Hoje de volta pra casa Convivo com os Orixás   Estou de volta pra casa Aqui tudo é natural Té felicidade é fruto Que se consegue alcançar   Enfim reencontro a fonte Donde axé jorrando está Estou de volta pra casa Estou de volta a meu lar A vida aqui tem sentido Aqui é que é meu lugar   Aqui tem congada samba Batuque pra se dançar Tem mulheres lindas lindas Lindas feito lemanjá Mulheres de largas ancas E doce encanto no olhar   Estou de volta pra casa Estou de volta a meu lar A vida aqui tem sentido Aqui é que é meu lugar   Agora livre de abismo Livre pássaro a voar Aqui tenho vida plena Com a benção dos Orixás   Estou de volta pra casa Estou de volta a meu lar Hoje vivo como vive Caracol no meu quintal. ( Quilombo , p. 73-74)    Leia sobre o autor ...

Mas é carnaval (1) - Caio Fernando de AbreuTerça-feira Gorda

T erça- F eira G orda           De repente ele começou a sambar bonito e veio vindo para mim. Me olhava nos olhos quase sorrindo, uma ruga tensa entre as sobrancelhas, pedindo confirmação. Confirmei, quase sorrindo também, a boca gosmenta de tanta cerveja morna, vodca com coca-cola, uísque nacional, gostos que eu nem identificava mais, passando de mão em mão dentro dos copos de plástico. Usava uma tanga vermelha e branca, Xangô , pensei, Iansã com purpurina na cara, Oxaguiã segurando a espada no braço levantado, Ogum Beira-Mar sambando bonito e bandido. Um movimento que descia feito onda dos quadris pelas coxas, até os pés, ondulado, então olhava para baixo e o movimento subia outra vez, onda ao contrário, voltando pela cintura até os ombros. Era então que sacudia a cabeça olhando para mim, cada vez mais perto.       Eu estava todo suado. Todos estavam suados, mas eu não via mais ninguém além dele. Eu já o tinha vis...

Sem Elas Não Haveria Carnaval

      A produtora cultural Claudine Silva e a historiadora Ester Monteiro lançam hoje o livro Sem Elas Não Haveria Carnaval . O título faz referência a um verso do hino do bloco carnavalesco Pitombeiras da cidade de Olinda: "se a turma não saísse não havia carnaval" . Na obra, as autoras expõem a participação feminina na criação, organização de blocos famosos da capital do  Frevo e do Maracatu. Além das 30 mulheres entrevistadas, listam também as mulheres do passado como Xangô, Badia e Dona Santa: Sem Elas Não Haveria Carnaval, mulheres no carnaval do Recife Claudilene Silva e pela historiadora Ester Monteiro Quando: hoje,1º de março, Que horas: às 16 Onde: Livraria Cultura, no Paço Alfândega Informações: (81) 2102-4033 (Fontes: Jornal do Commércio e Livraria Cultura)