Não sou fã de azul.
Só do céu.
de preferência como pano de fundo
de uma frondosa bananeira,
de uma mangueira,
de pitangueiras ou jabuticabeiras.
Por trás da montanha,
enquadrando a paisagem bucólica,
contrastando com um flamboyant.
Não há rosas azuis. Nem tulipas.
Nem comidas, nem bebidas.
Fruta tropical não se passa por azul,
nem mesmo mirtilo que e roxo e europeu.
A baleia azul, não o é…
Tampouco é o blue cheese.
Azul, pra mim é cor triste.
Não sou a única.
Picasso triste é azul.
No Irã é a cor do luto.
É a cor do nada, na televisão.
Indefinível, precisa de companhia para existir:
azul-bebê, marinho, celeste, anil,
cobalto, ardósia, petróleo,
meia-noite, piscina, turquesa.
Em inglês, significa tristeza.
Are you feeling blue?
“Não. Não estou triste,
estou verde e amarela!”
Em: À Meia Voz, Ladyce West 2020, pág.22

Comentários
Postar um comentário
comentários ofensivos/ vocabulário de baixo calão/ propagandas não são aprovados.