Meu São João, meu São Joãozinho! Quanto amô, quanto carinho, Quanto afiado e padrinho Nesta terra brasilêra Não tem a gente arranjado, No quilaro abençoado, Tão belo e tão respeitado, Da sua foguêra. Meu querido e nobre santo, Que a gente qué e ama tanto, Sua foguêra é o encanto Da gente do meu sertão. Não pode sê carculada A porva que vai queimada Nessas noite festejada Da foguêra de São João. Quantos véio bacamarte Virge, que nunca fez arte, Não tão guardado de parte, Com amô e devoção, Mode o povo sertanejo Com eles fazê trovejo, No mais alegre festejo Da foguêra de São João! Pois quarqué arma ferina, Bacamarte ou lazarina, Já criminosa, assarsina, Como é a do caçadô, Não tem a capacidade De atirá com liberdade Na santa quilaridade Desta foguêra de amô. Meu São João! Meu bom São João! Santo do meu coração, Repare e preste tenção Quanto é lindo o seu festejo. Repare lá do infinito Como isto tudo é bonito, Sempre digo e tenho dito Que o senhor é sertanejo! O homem pode sê ruim E tê ma...
Poesia, conto, crônica, encontre bons autores e textos aqui.