Joga o sapato e se perde. O cansaço impregna até o ar que respira. A toalha molhada lhe enxuga o corpo aquecendo as lágrimas que durante todo o dia conteve. Nua e descalça estira a alma na cama. Fecha os olhos, abrindo-se para um mar calmo, nuvens ao longe, gaivotas pousando sobre um passadiço de navio que somente sua imaginação vê. Besteira. De repente, sobressaltada, pula da cama. Abre a bolsa, tira a chave. Abre a vida e se joga. Em: Vidas de Algodão, Ednice Peixoto.
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