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Mostrando postagens com o rótulo Jaime Hipólito

Patrício,Jaime Hipólito

     O ar de agosto estava quente e nenhum vento soprava. Não se mexiam as folhas das árvores e o sol queimava como fogo a terra seca. No quarto, Patrício respirava ainda, mas Honorata sabe que ele já não terá muitas horas de vida.      Estava lá, estirado numa rede, o corpo já quase sem mobilidade e pálido como chumbo. Patrício sentia que os músculos das pernas começavam a ficar rígidos e havia uma dormência subindo das mãos para os ombros. Uma agonia geral mordia-o por dentro e o impacientava. seria um alívio se pudesse arrancar-se dalí e ganhar as serras, e de lá jogar-se sobre os abismos, ou, alcançando o rio, nele tirar-se como uma pedra.      Mas Patrício não tem nenhum ânimo e sente-se aniquilado. Tenta mudar a posição do corpo, já não consegue. E está só, no quarto. Sabe que Honorata está lá fora, mas não chamará por ela. Fora grosseiro quando recusou tomar o remédio e agora é ter coragem para enfrentar o pior. ...

Quarta-feira é dia de conto:Estória De Traição, Em Que O Marido,Que Vai Matar, Morre.

Estória De Traição, Em Que O Marido,Que Vai Matar, Morre.      Crsipim tinha ido matar zico, cismado de que Zico estava desaquietando Francisquinha mulher dele,Crispim.      Crispim era má caça, pra começo. Junto com Zico, costumava atuar na praça, trapaceado a humanidade durante o dia e gastando à noite, na fuzarca, o apurado. Zico, lá pra ele, se achava de melhor pano. Dizia pro Crispim, ô Crispim, eu ando junto com tu, bebo, prego lorota, faço essas coisas todas, mas gostar, sabe, eu não gosto. Qualquer dia eu me ajeito e vou é ser bispo. Pensei que tu is dizer Jesus Cristo. Aí, não. O que tu é, é baitola, Crispim disse. Tu não viu nada ainda, emendou o outro.      Crispim era casado. Zico, não. A mulher de Crispim, Francisquinha, Crispim se mordia de ciúmes dela. Talvez razão nenhuma tivesse. Francisquinha tinha o corpo flexível, umas ancas arredondadas, peitos fogosos. Segundo alguns, era um fogréu difícil d...