O ar de agosto estava quente e nenhum vento soprava. Não se mexiam as folhas das árvores e o sol queimava como fogo a terra seca. No quarto, Patrício respirava ainda, mas Honorata sabe que ele já não terá muitas horas de vida. Estava lá, estirado numa rede, o corpo já quase sem mobilidade e pálido como chumbo. Patrício sentia que os músculos das pernas começavam a ficar rígidos e havia uma dormência subindo das mãos para os ombros. Uma agonia geral mordia-o por dentro e o impacientava. seria um alívio se pudesse arrancar-se dalí e ganhar as serras, e de lá jogar-se sobre os abismos, ou, alcançando o rio, nele tirar-se como uma pedra. Mas Patrício não tem nenhum ânimo e sente-se aniquilado. Tenta mudar a posição do corpo, já não consegue. E está só, no quarto. Sabe que Honorata está lá fora, mas não chamará por ela. Fora grosseiro quando recusou tomar o remédio e agora é ter coragem para enfrentar o pior. ...