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Mostrando postagens com o rótulo romance

Mulheres da Fuvest: Lygia Fagundes Telles, As Meninas

  Resumo do livro ‘ As Meninas’ O livro “As Meninas”, escrito por Lygia Fagundes Telles e publicado em 1973, é uma obra que se passa no contexto da ditadura militar no Brasil. A história acompanha a amizade entre três jovens mulheres, oferecendo uma reflexão profunda sobre suas vidas, seus conflitos internos e as tensões políticas da época. Com uma narrativa introspectiva, a autora mergulha no universo psicológico das personagens, explorando suas emoções e suas vivências em um cenário repleto de repressão e incertezas. “As Meninas” é uma leitura essencial para estudantes, especialmente para aqueles que se preparam para o vestibular da Fuvest em 2026, pois a obra oferece uma rica análise das questões sociais e políticas de um período crucial da história brasileira, além de ser uma excelente oportunidade para refletir sobre a literatura nacional e a construção das personagens femininas na narrativa. Quem são as meninas? Para entender melhor o enredo de “As Meninas”, é fundamental con...

Mulheres da Fuvest: Paulina Chiziane, Balada de Amor ao Vento

Resumo de ‘ Balada de Amor ao Vento’ O romance traz a narrativa sob visão da narradora-protagonista Sarnau, mulher moçambicana de uma aldeia no sul do país. Para a ambientação do livro, uma parte da narrativa se passa em um vilarejo em Gaza, no sul de Moçambique, país onde Paulina Chiziane cresceu. Outra parte do livro é ambientada em Mafalala, atualmente chamada de Maputo, capital do país. Algo muito presente na obra é a manifestação da natureza para associação com os sentimentos dos personagens, como com os acontecimentos na vida de Sarnau: “Os pássaros cantaram para nós, os caniços dançaram para nós, o céu e a terra uniram-se ao nosso abraço e empreendemos a primeira viagem celestial nas asas das borboletas.” Sarnau e Mwando Sarnau se atrai por Mwando, que almejava ser padre, mas é expulso por se relacionar sexualmente com Sarnau. Aqui, é interessante observar como isso constitui parte identitária da mulher nesse contexto sociocultural. “Mwando deu o primeiro golpe. Os nossos sa...

O Que Estou Lendo? O Caminho Sem Aventura, Lêdo Ivo. Primeira página

     Durante o momento em que, tendo já apagado a luz, eu entrecerrava os olhos, aguardando um sono que  não vinha, era que me afluiam à memória todos os acontecimentos em que fôra jogado. Êsses fatos vinham em dsua maioria decepados, partidos, as imagens misturando-se à medida que o aniquilamnto do adormecer me tomava. Principalmente as lembranças da infância se transfiguravam, vestindo-se de tonalidades que eu sabia não serem reais, mas forjadas pela imaginação, surgindo dessa maneira como coisas criadas, afastando-se de suas linhas lúcidas para espalhar-se e desenvolver-se numa atmosfera de sonho. A imagem de Bárbara que flutuava em minha lembrança não era decerto a presença física de minha amiga, mas se tratava de Maria Eleonora, sua mãe, a pessoa que modificara, com sua influência e existência que eu levava, e se projetara de um modo considerával em minha vida.      Maria Eleonora era uma dessas criaturas que, mesmo desaparecidas, permanecem em no...

Prêmio Jabuti edição 2024 - vencedores

 Prêmio Jabuti -  Livro do ano 2024      Durante os anos 1970 e 1980, Rosa Freire d'Aguiar trabalhou como correspondente internacional em Paris. Os restaurantes mais badalados da época, a chegada do primeiro avião comercial supersônico, a devolução do deserto do Sinai ao Egito, tudo que dizia respeito a cultura e política internacional virava notícia, que era rapidamente despachada por telex para o Brasil. E, claro, as longas entrevistas, que marcaram a era de ouro das publicações impressas.      Com um texto saboroso, na melhor tradição do jornalismo literário, a autora reconstitui a atmosfera fervilhante que dominava a cidade — dos cafés e livrarias até os embates sociais e políticos que permeavam o dia a dia dos franceses. O livro ainda inclui 21 entrevistas com intelectuais, escritores e políticos, aqui personagens incontornáveis da história cultural do século XX: Alain Finkielkraut, Alberto Cavalcanti, Conrad Detrez, Élisabeth Badinter, Ernes...