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Mostrando postagens com o rótulo anos 50

Crônica cantada: Lenine

Raposa e as Uvas , ficou muito melhor com Lenine. É a crônica cantada de hoje... O autor canta uma temática jovem dos anos 50 e 60 Lembro com muita saudade Daquele bailinho Onde a gente dançava Bem agarradinho Onde a gente ía mesmo É prá se abraçar... Você com laquê no cabelo E um vestido rodado E aquelas anáguas Com tantos babados E você se sentava Só prá me mostrar... E tudo que a gente transava Eram três quatro cubas Eu era a raposa Você era as uvas Eu sempre querendo Teu beijo roubar... E por mais que você Se esquivasse Eu tinha certeza Que no fim do baile Na minha lambreta Aquele broto bonito Ia me abraçar... Quando a orquestra Tocava "Besame Mucho" Eu lhe apertava E olhava seu busto Dentro do corpete Querendo pular... Eu todo cheiroso À "lancaster" E você à "chanel" Eu era um menino Mas fazia o papel Do homem terrível Só prá lhe guardar... E tudo que a gente transa...

ConcretoPignatari

Décio Pignatari ->20.08.1927 (Jundiaí) - 02.12.2012 (São Paulo) A poesia concreta é dos anos 50, teve suas primeiras experiências em 1952 com o grupo formado por  Haroldo e Augusto de Campos e o poeta, publicitário, tradutor e professor  Décio Pignatari , recentemente falecido aos 85 anos. Porém, oficialmente, o concretismo só começa em 1956 com a Exposição Nacional de Arte Concreta (MASP). Os poetas concretistas propunham o poema objeto que usaria outros recursos que não os dos versos tradicionais, por eles consideros  históricamente esgotados. O poema-objeto, dos poetas concretistas utilizavam recursos acústicos, visuais, carga semêntica, espaço tipográfico e disposição geométrica das palavras nas páginas. Esse tipo de apresentação, digamos assim, é largamente usado na publicidade , embora a maioria de nós nem se dê conta. Mesmo vendo televisão diariamente a gente nem nota que os princípios, a ideia do concretismo estão na nossa frente, por...

Zazie no Metrô de Raymond Queneau,uma surpresa agradável

Zazie No Metrô , Raymond Queneau é um romance que narra as andanças de uma adolescente desbocada,Zazie, por Paris. Vinda do interior,  chega à capital para passar alguns dias, sob os cuidados do tio Gabriel, com duas obsessões na cabeça - andar de metrô e usar uma calça jeans pela primeira vez. Mas uma greve dos transportes coletivos impede a menina de fazer seu passeio subterrâneo e, para ganhar a sonhada calça jeans, ela se vê às voltas com um sujeito que não sabemos se é um tarado ou um policial. A menina passeia pela Paris dos anos 50 na companhia de amigos de seu tio - um taxista, um sapateiro, um dono de bar, uma garçonete e um papagaio, que passam o dia enchendo a cara e jogando conversa fora. O autor fez uma história simples, cativante, divertida e claramente influenciado pela literatura brasileira. É um  roteiro  de filme em potencial.  Primeira edição em  francês lançada em 1959 . Recomendo o livro . O Livro de Raymond Queneau - o fi...