Durante minha adolescência, meus pais adoravam oferecer jantares. Tínhamos em torno de um porsemana, com convidados diversos. Um dia no almoço, quando eu tinha 17 anos, meu pai anunciou que na semana seguinte teríamos um convidado muito especial para jantar, o senhor João Rosas, ex-ministro da Justiça de Portugal, acompanhado de vários amigos. Léa, minha madrasta, que gostava mais ainda de festas do que meu pai, lambeu os beiços e começou a pensar no menu. Após muitos preparos e ansiedade, chegou o dia do famoso jantar. A casa estava linda, cheia de rosas, que era o tema da noite. Os convidados chegaram em torno das 20 horas e ficaram conversando animadamente na sala de visitas. Dentre eles o senhor Rosas, como era conhecido, um homem diminuto de nariz aquilino e porte nobre, com um lenço amarelo de seda elegantemente dobrado no bolso de seu blazer azul-marinho. Meu pai, anfitrião exemplar, aproximou-se do convidado de honra. João, o que po...
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