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Mostrando postagens com o rótulo Niketche.

Paulina Chiziane, Chave de Ouro Moçambicana Fecha Fliporto

Paulina Chiziane , cujo único livro publicado no Brasil é Niketche, uma história de poligamia torna-se maior celebridade na Fliporto. O sorrisão largo e simpatia contagiante da moçambicana atraem e levam o leitor a uma pessoa serena que quer falar de sua cultura. Lí, Niketche (Cia das Letras) e Balada de Amor ao Vento (Editorial Caminho) em ambos fiquei surpresa com a poligamia, do uso de feitiços e da condição de inferioridade da mulher. De tudo isso ela falou quando confessou preferências em sua literatura; “Falo de crenças e de regras que as pessoas acabam acreditando e que causam sofrimento. Sou muito interessada nas vítimas do feitiço. Todos nós somos enfeitiçados e também fazemos os outros sofrerem”,“Os homens criam as tradições e as regras e esquecem que um dia foram eles mesmo que inventaram. Quando vamos entender que os feitiços e tradições não são naturais?” Referindo-se a Niketche:“Esse livro é também compreendido por pessoas de países que têm cultura de mono...

Recomendo:Balada de Amor ao Vento - Paulina Chiziane

     Sarnau e Mwando protagonizam esta estória de amor. Da juventude à idade madura, com eles percorremos os dias, os meses, os anos, os encontros e os desencontros, a dolorosa separação, o desespero, o sofrimento e a alegria, as lágrimas e os sorrisos. Atravessamos cidades e aldeias, convivemos com a tradição, aprendemos os costumes e os hábitos de um povo. Sarnau vai crescendo e amadurecendo sob o nosso olhar. Impossível não admirar a coragem, a determinação, o orgulho e a humildade, a firmeza e o carácter desta mulher. E a sua fidelidade, mesmo nas circunstâncias mais adversas, ao amor. Ao seu primeiro e único amor. Mas haverá um reencontro? Serão Sarnau e Mwando capazes de apagar um tão longo e trágico passado? Existirá ainda para eles um futuro a partilhar? «Tu foste para mim vida, angústia, pesadelo. Cantei para ti baladas de amor ao vento. Eras para mim o mar e eu o teu sal. No abismo, não encontrei a tua mão.» Sarnau, tu que assim falaste a Mwando, chega...