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Juca Mulato (2) A Serenata

A Serenata 1 Canta, Juca Mulato... Ele pega na viola: seu dedo nervoso os machetes esfrola. Solta um gemido o aço vibrado como um grito de dor de um peito esfaqueado. É tão suave a canção, tão dolente e tão langue que cada nota lembra uma gota de sangue a fluir e a pingar dos lábios de uma chaga. É noite. A brisa sopra uma carícia vaga. A turba espera. O terreiro tem brilhos quando, de chapa, a lua esplende nos ladrilhos e, sentindo a paixão estuar-lhe a garganta, Juca Mulato canta: "Veio coleante, essa mágoa arrastas triste e submisso; também choro, veio dágua, sem que ninguém dê por isso... Saltas nos seixos de chofre. Choras. No mundo inclemente, só não chora quem não sofre só não sofre quem não sente... Procuras dentre os abrolhos ver o céu que astros povoaram. Eu também procuro uns olhos que nunca me procuraram... Os céus não vêem tua mágoa, nem estas ela advinha... Veio d’água, veio d’água, Tua sorte é ig...