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Mostrando postagens com o rótulo Mário de Andrade

Nascido em 9 de outubro: Mário de Andrade

Aceitarás O Amor Como Eu o encaro? Aceitarás o amor como eu o encaro ?… … Azul bem leve, um nimbo, suavemente Guarda-te a imagem, como um anteparo Contra estes móveis de banal presente. Tudo o que há de melhor e de mais raro Vive em teu corpo nu de adolescente, A perna assim jogada e o braço, o claro Olhar preso no meu, perdidamente. Não exijas mais nada. Não desejo Também mais nada, só te olhar, enquanto A realidade é simples, e isto apenas. Que grandeza… a evasão total do pejo Que nasce das imperfeições. O encanto Que nasce das adorações serenas.  Fonte: Escola Educação Imagem: Il autunno-inverno, Gustav Klim.

Nascido em 9 de Outubro: Mário de Andrade.

     Estou trazendo escritores brasileiros e seus aniversários. Vou esquecer alguns, Mário de Andrade. Caricatura de Baptistão provavelmente, mas os que tenho são nomes bem conhecidos.       Hoje é dia de Mário de Andrade.   Deste autor, só li Macunaima. Uma obra revolucionária na época e que gerou peça de teatro e filme.  Sobre Mario de Andrade, a gente pode saber mais no site Toda Matéria .    Adiante tem também um texto dele para você ler agora. Moça Linda Bem Tratada Moça linda bem tratada, Três séculos de família, Burra como uma porta: Um amor. Grã-fino do despudor, Esporte, ignorância e sexo, Burro como uma porta: Um coió. Mulher gordaça, filó, De ouro por todos os poros Burra como uma porta: Paciência… Plutocrata sem consciência, Nada porta, terremoto Que a porta de pobre arromba: Uma bomba.

Peru de Natal, Mário de Andrade

      O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.      Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempr...

Traças e sorteios

Grupo virtual de leitores reunido desde 2008, sorteia mensalmente um livro entre seus integrantes. Neste primeiro semestre nove pessoas foram sorteadas e os títulos foram bem variados. Os sorteios são feitos de maneira informal: pelo papelzinho numerado, por site específico, pelo numero do celular. O importante é participar, pedir emprestado ou ler antes de entregar ao vencedor. Vício na leitura e brincadeira estão na ordem do dia dos integrantes do grupo.  Os livros sorteados até o momento foram: Em Janeiro A Casa , André Vianco Ganhador: Neto, do Espírito Santo Em Fevereiro Fabíola ou A Igreja das Catacumbas , Cardeal Wiseman Ganhadora: Suzie, do Rio Grande do Sul Amar, verbo intransitivo , Mário  de Andrade Ganhadora: Jussara, de Pernambuco Em Março Felicidade Demais , Alice Munro  Ganhadora: Rosa, de Goiás Em Abril Toda Poesia , Paulo Leminski Ganhador: Frank, de São Paulo Água Para Elefantes , Sara Gruen Ganhador: Neto, do Espírito Sant...

A Serra do Rola-Moça, Mário de Andrade

Parque da serra do Rola Moça - MG A serra do Rola-Moça Não tinha esse nome não... eles eram do outro lado, Vieram na vila casar. O noivo com a noiva dele, Cada qual no seu cavalo. Antes que chegasse a noite, Se lembraram de voltar. Disseram adeus para todos E se puseram de novo Pelos atalhos da serra Cada qual no seu cavalo. Os dois estavam felizes Na altura tudo era paz. Pelos caminhos estreitos Ele na frente, ela atrás. E riam. Como eles riam! Riam até sem razão. A serra do Rola-Moça Não tinha esse nome, não. As tribos rubras da tarde Rapidamente fugiam E, apressadas se escondiam, Lá embaixo nos socavões, Temendo a noite que vinha. Porém os dois continuavam, Cada qual no seu cavalo E riam! Como eles riam! E os risos também casavam Com as risadas dos cascalhos Que, pulando levianinhos, Da vereda se soltavam, Buscando o despenhadeiro. Ah, fortuna inviolável! O casco pisara em falso. Dão noiva e cavalo u...