Cada um de nós, teve, na infância, O seu brinquedo preferido. Eu nunca me apartei, sequer, por um momento, De um grande papagaio ágil e colorido, Amigo do alto como o pensamento. O meu maior prazer era vê-lo a distância, Balouçando-se todo, ao capricho do vento... De manhã, quando o sol diàfanamente louro Como um etranho papagaio de ouro Ruborecendo o céu aparecia, Meu coração pulava de alegria, E eu pulava no chão, como êle no meu peito, Da mesma forma satisfeito, Pois ia ter um belo dia. Sobraçava-o depressa e ao fazê-lo Corria: O vento despenteando-me o cabelo Penteava-o como bem lhe parecia...