Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo frevo

O Último Bloco, Antonio Falcão

     A fome pra quem come, a cama e o amor, a liberdade do homem, o peso diário do corpo a corpo com a palavra escrita. O frio da ci ência, o universo, a correnteza e o rio, o movimento, a cor, o som, a forma, as artes... Eu digitava este texto e Áu rea, min ha mul her, pôs uma fita pra tocar. Foi quando a voz mansa da compositora Lêda Valença entoou: Um novo amigo abriu as cortinas do tempo / que o sopro do vento se encar regou de esgarçar .. .        Em matéria de inédito, o melhor que há por estas bandas de frevo- canção.      Mas me levou a um outro fevereiro...      De catapora, aos 12 anos, de bruços na janela suburbana, minha rua empoeirada de acanhados papangus e la ursas, tão pobres - nós todos e o bairro, uma miséria só. A alma, palco e palhaço de perdida ilusão. E o bloco "Sou eu o teu amo...

Poesia Cantada.

                      Estava com minha mãe quando ouvimos pela primeira vez a música Frevo da Saudade. Era um festival e nem lembro quem cantava. -Essa música é um poema!! -É? -E dos bons!  Pra mim é um poema sim. Ontem a MPB  perdeu o pernambucano nascido nas Alagoas Aldemar Paiva autor do poema de minha mãe. Quem tem saudade não está sozinho tem o carinho da recordação. Por isso, quando estou mais isolado Estou bem acompanhado Com você no coração. Um sorriso, uma frase, uma flor Tudo é você na imaginação serpentina ou confete Carnaval de amor Tudo é você no coração Você existe como um anjo de bondade Que me acompanha Nesse frevo de saudade

Nosso Aplauso a Carlos Fernando

Excepcionalmente, hoje, o blog traz uma música do compositor Carlos Fernando, falecido no Recife. Escolhi Aquela Rosa, por ser das primeiras composições do autor de uma obra primorosa.  Aquela rosa que você me deu Faz hoje um ano, ainda não morreu Cultivo ainda no jardim dos amores Como as outras flores que você me deu Lembro-me bem quando o bloco passou Você sorrindo jogou aquela flor Eu que na hora o violão tocava Lhe joguei um beijo, suspirei de amor Deste me adeus e teu bloco sumiu Meu coração acelerou, também partiu Pensei comigo vai ser minha amada Minha namorada meu divino amor Você cantava no Bloco das Flores Tocava eu no Bloco dos Amores Na quarta feira ficou um só bloco Faz um ano hoje dura o nosso amor Composição: Carlos Fernando / Geraldo Azevedo 

Música ou poema?

                    Do poeta, radialista e compositor alagoano-pernambucano Aldemar Paiva uma bela letra de música de carnaval.  Aldemar Paiva é da safra de autores que não usa rima pobre, não apela para monossílabos, escreve com simplicidade e absoluta correção.  Frevo de Saudade Nelson Ferreira e Aldemar Paiva Quem tem saudade não está sozinho Tem o carinho da recordação Por isso quando estou Mais isolado Estou bem acompanhado Com você no coração Um sorriso,uma frase, uma flor Tudo é você na imaginação Serpentina ou confete Carnaval de amor Tudo é você no coração Você existe como um anjo de bondade Que me acompanha Nesse frevo de saudade