Um lar bonito, finanças em ordem; tudo em paz. Essa paz era um problema. Queríamos quebrá-la, quebra-la com a alegria irrequieta de uma criança, de um filho que não vinha. Tantos anos já havíamos sonhado e sonhando tentado. Foram muitos os testes, exames laboratoriais, até proveta e nada. Nosso lar continuava sem herdeiros. Já não tínhamos vigor físico nem ânimo para tentar. Mas, se Sara e Abraão no ocaso de suas vidas, foram abençoados, tentaríamos outra vez. E se adotássemos? Seríamos capazes de amar não provindo de nós mesmos? E, se depois de tudo, de nos capacitarmos para amá-la, seus pais biológicos quiserem-na de volta? Quantas dúvidas. Interrogações mil. Conversamos com amigo que tiveram igual dilema. Iríamos enfrentar obstáculos; preconceitos de nossos familiares. ainda tínhamos amor para dar. Final de tarde de um setembro marcante. Acabara-se a longa espe...
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