Pelas estradas antigas As horas vêm a cantar. As horas são raparigas, Entram na praça a dançar. As horas são raparigas… E a doce algazarra sua De rua em rua se ouvia. De casa em casa, na rua, Uma janela se abria. As horas são raparigas Lindas de ouvir e de olhar. A imagem ao lado é um manuscrito, descoberto por acaso por um livreiro de Porto Alegre. Trata-se de um poema de Mário Quintana foi escrito em 1941. Comprovada sua autenticidade a Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul, adquiriu o poema e o livro onde ele foi encontrado e incorporou os dois a seu acervo. O poema chama-se Canção do Primeiro Ano. Veja abaixo a transcrição. As horas cantam cantigas E eu vivo só de momentos, Sou como as nuvens do céu… Prendi a rosa dos ventos Na fita do meu chapéu. Uma por uma, as janelas Se abriram de par em par. As horas são raparigas… Passam na rua a dançar. As horas são raparigas Lindas de ouvir e de olhar. As horas cantam cantigas E eu vivo só...
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